SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Paciente foi encaminhada para a maternidade da cidade pelo SAMU, no curso da vigésima oitava semana de gestação, por apresentar sangramento vaginal iniciado há 1 hora, em sua residência. Nega comorbidades e ou, traumas. Durante o exame físico: PA = 120 x 80 mmHg, FC = 88 bpm, altura uterina = 27cm, dinâmica uterina negativa, BCF = 152bpm; ao exame especular: sangramento fluido pelo colo uterino. O obstetra de plantão elencou hipótese Diagnóstica. Qual esta suposta hipótese diagnóstica?
Placenta prévia: sangramento vaginal indolor no 3º trimestre, sem dinâmica uterina e BCF normal.
A placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, que ocorre geralmente no segundo ou terceiro trimestre da gestação. A ausência de dor abdominal e de atividade uterina, juntamente com um BCF normal, são achados típicos que a diferenciam de outras causas de sangramento.
A placenta prévia é uma condição obstétrica definida pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino, podendo ser total, parcial, marginal ou de inserção baixa. Sua importância clínica reside no risco de hemorragia grave durante a gestação, trabalho de parto ou puerpério, sendo uma das principais causas de sangramento no terceiro trimestre. A incidência varia, mas é mais comum em multíparas, gestações múltiplas e em mulheres com história de cesariana anterior. O diagnóstico é primariamente ultrassonográfico, geralmente realizado no segundo trimestre. Clinicamente, a suspeita surge com sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, sem atividade uterina. A fisiopatologia envolve a implantação anômala do blastocisto, e o sangramento ocorre devido ao descolamento de pequenas porções da placenta à medida que o segmento uterino inferior se forma e dilata. É crucial suspeitar de placenta prévia em qualquer gestante com sangramento no terceiro trimestre e evitar o toque vaginal até a confirmação ou exclusão do diagnóstico. O manejo depende da idade gestacional, quantidade de sangramento e vitalidade fetal. Em gestações pré-termo com sangramento leve, pode-se optar por conduta expectante com repouso e monitorização. Em casos de sangramento intenso ou gestação a termo, a interrupção da gravidez, geralmente por cesariana, é indicada. O prognóstico materno-fetal melhorou significativamente com o diagnóstico precoce e o manejo adequado, mas ainda representa um desafio obstétrico importante.
A placenta prévia tipicamente se manifesta como sangramento vaginal indolor, de coloração vermelho vivo, que ocorre no segundo ou terceiro trimestre da gestação, sem contrações uterinas ou alterações na vitalidade fetal.
A placenta prévia é indolor, com útero relaxado e BCF geralmente normal. A DPP, por outro lado, apresenta dor abdominal intensa, hipertonia uterina e frequentemente sofrimento fetal, com alterações no BCF.
A conduta inicial inclui avaliação da vitalidade materno-fetal, estabilização hemodinâmica se necessário, e confirmação diagnóstica por ultrassonografia. O toque vaginal é contraindicado até exclusão da placenta prévia.
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