Placenta Prévia: Diagnóstico e Manejo na Gestação

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Gestante, 34 anos, G5P3A1, é internada com sangramento vaginal rutilante, discreta dor abdominal há aproximadamente 3 horas. Não sabe informar a DUM e a USG Obstétrica de primeiro trimestre revela idade gestacional de 32 semanas e 5 dias. Ao exame físico palidez cutânea muscoa, sudorese, PA 100 x 60 mmHg, Pulso 95 pbm. Ao exame obstétrico AU 32 cm, situação longitudinal, apresentação cefálica, colo pérvio com polpa digital e sangue em canal vaginal. O DIAGNÓSTICO MAIS PROVÁVEL é:

Alternativas

  1. A) Placenta prévia.
  2. B) Deslocamento prematuro de placenta.
  3. C) Sofrimento fetal agudo.
  4. D) Rotura uterina.
  5. E) Rotura prematura de membranas.

Pérola Clínica

Placenta prévia → sangramento vaginal rutilante, indolor (ou dor discreta), útero relaxado, colo pérvio.

Resumo-Chave

A placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal indolor, rutilante, geralmente no segundo ou terceiro trimestre, devido à implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino. O exame físico revela útero relaxado e indolor, com sangramento ativo pelo colo.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica séria caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino, resultando em sangramento vaginal no segundo ou terceiro trimestre. Sua prevalência é de aproximadamente 0,3% a 0,5% das gestações, sendo uma das principais causas de hemorragia anteparto e morbimortalidade materna e perinatal. A identificação precoce é vital para o manejo adequado e a prevenção de complicações. O diagnóstico da placenta prévia é primariamente clínico, baseado na presença de sangramento vaginal rutilante, indolor e sem contrações uterinas significativas. A confirmação é feita por ultrassonografia transvaginal, que permite classificar a placenta prévia em total, parcial, marginal ou de inserção baixa. Fatores de risco incluem multiparidade, idade materna avançada, cesarianas anteriores, curetagens uterinas e tabagismo. O manejo da placenta prévia depende da idade gestacional, da intensidade do sangramento e do bem-estar materno-fetal. Em casos de sangramento leve e gestação pré-termo, a conduta pode ser expectante com repouso e monitorização. Em gestações a termo ou sangramento intenso, a interrupção da gravidez por cesariana eletiva é a via de parto preferencial, visando evitar complicações hemorrágicas graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos de placenta prévia?

Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal rutilante, indolor, que ocorre geralmente no segundo ou terceiro trimestre da gestação, com o útero relaxado ao exame físico.

Como diferenciar placenta prévia de descolamento prematuro de placenta (DPP)?

A placenta prévia cursa com sangramento indolor e útero relaxado, enquanto a DPP apresenta dor abdominal intensa, útero hipertenso e sangramento escuro, muitas vezes com sofrimento fetal.

Qual a importância da ultrassonografia no diagnóstico da placenta prévia?

A ultrassonografia transvaginal é o método diagnóstico padrão-ouro para confirmar a localização da placenta e definir o tipo de placenta prévia, sendo crucial para o planejamento do parto.

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