Placenta Prévia: Manejo e Parto Vaginal Seguro

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

A placenta prévia ou inserção baixa de placenta é uma das causas de hemorragia da segunda metade da gestação. Em relação a essa intercorrência, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) é frequente ocorrer em gestante com pré-eclâmpsia.
  2. B) 40% dos casos associa-se com descolamento prematuro da placenta (DPP).
  3. C) é hemorragia com quadro doloroso e sangramento vivo.
  4. D) quando a localização é marginal (inserção não recobre o orifício interno do colo), está indicada a rotura das membranas, pois assim pode permitir o parto vaginal com menor sangramento.
  5. E) o toque na admissão da gestante orienta quanto à possibilidade de parto vaginal ou à necessidade de se indicar via alta.

Pérola Clínica

Placenta prévia marginal + rotura de membranas → pode permitir parto vaginal com menor sangramento.

Resumo-Chave

A placenta prévia é uma causa importante de hemorragia na segunda metade da gestação, caracterizada por sangramento indolor, vermelho vivo. Em casos de placenta prévia marginal, a rotura artificial das membranas pode ser uma estratégia para permitir o parto vaginal, comprimindo a placenta e reduzindo o sangramento.

Contexto Educacional

A placenta prévia é definida pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, recobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo. É uma das principais causas de hemorragia na segunda metade da gestação, com incidência de 0,3% a 0,5% das gestações, e representa um desafio obstétrico significativo devido ao risco de morbimortalidade materna e fetal. A apresentação clínica clássica é o sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, que pode ser intermitente ou profuso. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, sendo crucial a realização de um exame transvaginal para melhor avaliação da relação da placenta com o orifício interno. A conduta depende do tipo de placenta prévia, da idade gestacional, da intensidade do sangramento e do bem-estar materno-fetal. Em casos de placenta prévia marginal, onde a placenta não recobre o orifício interno, mas está muito próxima, a rotura artificial das membranas pode ser uma estratégia para permitir o parto vaginal. Acredita-se que a compressão da placenta pela apresentação fetal após a rotura possa reduzir o sangramento. No entanto, a decisão deve ser individualizada e tomada em ambiente hospitalar com capacidade para transfusão sanguínea e cesariana de emergência. O manejo conservador é preferível em gestações pré-termo para prolongar a gestação e permitir a maturação pulmonar fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da placenta prévia?

O sintoma mais característico da placenta prévia é o sangramento vaginal indolor, de cor vermelho vivo, que ocorre na segunda metade da gestação, geralmente após a 20ª semana, e pode ser intermitente ou profuso.

Por que o toque vaginal é contraindicado na suspeita de placenta prévia?

O toque vaginal é contraindicado porque pode desencadear um sangramento maciço e incontrolável ao manipular o colo uterino e a placenta que o recobre, aumentando significativamente o risco materno e fetal.

Qual a diferença entre placenta prévia total, parcial e marginal?

Placenta prévia total recobre completamente o orifício interno do colo; parcial recobre parcialmente; e marginal se insere na margem do orifício interno, sem cobri-lo, mas muito próxima, sendo a mais favorável para parto vaginal.

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