Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
Um dos quadros considerados de gravidade na gestação é a placenta prévia, que pode determinar hemorragias no pré-parto, no intraparto e no pós-parto.Em relação a esse diagnóstico, é correto afirmar que:
Placenta de inserção baixa no 2º trimestre frequentemente "migra" para posição normal até o termo.
A placenta prévia diagnosticada no segundo trimestre, especialmente a de inserção baixa, tem uma alta probabilidade de "migrar" para uma posição normal (não prévia) à medida que o útero cresce e o segmento inferior se forma. Isso ocorre devido ao fenômeno da trofotropismo e ao alongamento do segmento uterino inferior.
A placenta prévia é uma condição obstétrica caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino. É uma causa importante de hemorragia anteparto e intraparto, e seu diagnóstico e manejo corretos são cruciais para a segurança materno-fetal. Um ponto fundamental para residentes e estudantes é o conceito de "migração placentária". É muito comum que, em ultrassonografias realizadas no segundo trimestre (entre 18 e 24 semanas), seja diagnosticada uma placenta de inserção baixa ou até mesmo prévia. No entanto, devido ao crescimento do útero e ao desenvolvimento do segmento uterino inferior, a maioria dessas placentas "migra" para uma posição mais superior, afastando-se do colo, até o terceiro trimestre. Portanto, um diagnóstico de placenta prévia antes de 28-32 semanas de gestação não é definitivo e exige reavaliação ultrassonográfica posterior. A conduta expectante é apropriada nesses casos, com acompanhamento e reavaliação. O toque vaginal é contraindicado na suspeita de placenta prévia devido ao risco de desencadear hemorragia maciça, mas a ultrassonografia transvaginal é segura e o método mais preciso para o diagnóstico.
A "migração placentária" refere-se ao deslocamento aparente da placenta para longe do orifício interno do colo uterino à medida que o útero cresce e o segmento inferior se alonga, tornando uma placenta prévia inicial não mais prévia.
A ultrassonografia transvaginal é o método mais preciso para o diagnóstico de placenta prévia, sendo segura e superior à via abdominal para avaliar a relação da placenta com o orifício interno do colo.
O diagnóstico de placenta prévia só é considerado definitivo após 28-32 semanas de gestação, pois antes disso, muitas placentas de inserção baixa ainda podem "migrar".
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