UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Paciente deu entrada no pronto atendimento de obstetrícia com gestação de 32 semanas e sangramento vaginal abundante, indolor, sem sinais de hipertonia e com BCF de 132 bpm. Realizado o exame de ultrassonografia obstétrica na urgência, foi evidenciada placenta prévia. Com base no caso descrito e no esquema do Zugaib, marque a afirmativa correta.
Placenta prévia = sangramento vaginal indolor, sem hipertonia. Centro total → cesariana obrigatória.
A placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal indolor e sem hipertonia uterina, geralmente após 28 semanas de gestação. A placenta prévia centro total, onde a placenta cobre completamente o orifício interno do colo uterino, contraindica absolutamente o parto vaginal, sendo a cesariana a via de parto obrigatória.
A placenta prévia é uma condição obstétrica em que a placenta se implanta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino. É uma das principais causas de sangramento vaginal no segundo e terceiro trimestres da gestação, com uma incidência que varia de 0,3% a 0,5% das gestações. Fatores de risco incluem cesariana anterior, multiparidade, idade materna avançada, tabagismo e gestação múltipla. O quadro clínico clássico é o sangramento vaginal indolor, de início súbito, intermitente e de intensidade variável, geralmente de sangue vermelho vivo. Diferente do descolamento prematuro de placenta, não há dor abdominal ou hipertonia uterina. O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia obstétrica, preferencialmente transvaginal, que permite a visualização clara da relação entre a placenta e o orifício interno do colo. A classificação inclui placenta prévia total (cobre completamente o orifício), parcial (cobre parcialmente), marginal (atinge a borda) e baixa (próxima, mas não atinge). A conduta na placenta prévia depende do tipo de implantação, da idade gestacional, da intensidade do sangramento e das condições maternas e fetais. Em casos de placenta prévia total ou parcial, o parto vaginal é contraindicado devido ao risco de hemorragia maciça, sendo a cesariana a via de parto de escolha. Em placenta prévia marginal ou baixa, o parto vaginal pode ser tentado em algumas situações, sob monitoramento rigoroso. O manejo visa prolongar a gestação o máximo possível, se o sangramento for leve, para permitir a maturação pulmonar fetal, mas em sangramentos intensos ou comprometimento materno/fetal, a interrupção da gestação é imperativa.
O principal sintoma é o sangramento vaginal indolor, de coloração vermelho vivo, que ocorre geralmente no segundo ou terceiro trimestre da gestação, sem associação com dor abdominal ou hipertonia uterina.
A placenta prévia é classificada em total (cobre completamente o orifício interno), parcial (cobre parcialmente), marginal (atinge a borda do orifício) e baixa (próxima, mas não atinge). Placenta prévia total contraindica o parto vaginal, exigindo cesariana.
A ultrassonografia transvaginal é o método diagnóstico padrão-ouro para a placenta prévia, permitindo a localização precisa da placenta em relação ao orifício interno do colo uterino e a classificação do tipo de placenta prévia.
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