Placenta Prévia Precoce: Conduta e Resolução Espontânea

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020

Enunciado

Gestante com 16 semanas, assintomática, traz ultrassonografia que mostra placenta prévia. Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Deve-se tomar conduta expectante visto que há grande chance de se resolver espontaneamente (“migração placentária”).
  2. B) Se no seguimento apresentar vasa previa a melhor via de parto é a vaginal.
  3. C) Se houver sangramento devido à placenta prévia este deverá ser escuro e acompanhado de dor e contrações.
  4. D) O ultrassom transvaginal está contraindicado devido à maior chance de hemorragia grave.

Pérola Clínica

Placenta prévia <20 semanas → conduta expectante, alta chance de 'migração placentária' espontânea.

Resumo-Chave

O diagnóstico de placenta prévia antes de 20 semanas de gestação é comum e, na maioria dos casos, a placenta 'migra' para longe do orifício interno do colo uterino à medida que o útero cresce. Portanto, a conduta inicial é expectante, com reavaliação ultrassonográfica posterior.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica em que a placenta se insere total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino. O diagnóstico ultrassonográfico é comum no segundo trimestre, mas é crucial entender que um achado de placenta prévia antes de 20 semanas de gestação não é necessariamente definitivo. A importância clínica reside no risco de hemorragia grave no terceiro trimestre e no parto. A maioria dos casos de placenta prévia diagnosticados precocemente (antes de 20 semanas) resolve-se espontaneamente devido ao fenômeno da 'migração placentária'. À medida que o útero cresce e o segmento inferior se alonga, a placenta pode parecer afastar-se do orifício interno. Por isso, a conduta inicial para uma gestante assintomática com placenta prévia precoce é expectante, com reavaliação ultrassonográfica por volta de 28-32 semanas para confirmar o diagnóstico persistente. O ultrassom transvaginal é o método de escolha para o diagnóstico e seguimento da placenta prévia, sendo seguro e mais preciso que o transabdominal. Sangramentos por placenta prévia são tipicamente indolores e de cor vermelho vivo, diferentemente do descolamento prematuro de placenta, que cursa com dor e sangramento escuro. A vasa prévia é uma condição distinta e grave, onde vasos fetais desprotegidos cruzam o orifício interno, e sua presença exige cesariana eletiva, não parto vaginal.

Perguntas Frequentes

O que significa 'migração placentária' e por que é relevante na placenta prévia precoce?

'Migração placentária' refere-se ao fenômeno em que a placenta, inicialmente baixa, parece afastar-se do orifício interno do colo uterino à medida que o segmento uterino inferior se forma e o útero cresce. Isso ocorre em até 90% dos casos de placenta prévia diagnosticada antes de 20 semanas, tornando a conduta expectante a mais adequada.

Qual a importância do ultrassom transvaginal no diagnóstico e seguimento da placenta prévia?

O ultrassom transvaginal é o método mais preciso para o diagnóstico de placenta prévia, pois oferece melhor visualização da relação entre a placenta e o orifício interno do colo uterino. Ele não está contraindicado e é seguro, sendo fundamental para o seguimento e confirmação do diagnóstico.

Quais as características do sangramento por placenta prévia e como difere de outras causas?

O sangramento por placenta prévia é tipicamente indolor, de cor vermelho vivo e ocorre sem contrações uterinas. Isso o diferencia do descolamento prematuro de placenta, que geralmente causa sangramento escuro, dor abdominal intensa e contrações uterinas.

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