Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
A ocorrência de sangramento na segunda metade da gestação é responsável pelo aumento da morbidade gestacional. Entre as causas de hemorragia na gestação, está a placenta prévia. Quanto à placenta prévia, assinale a alternativa correta.
Placenta prévia = inserção placentária total/parcial no segmento inferior do útero após 28ª semana de gestação.
A placenta prévia é uma condição obstétrica grave definida pela inserção da placenta no segmento inferior do útero, cobrindo total ou parcialmente o orifício interno do colo. O diagnóstico definitivo é ultrassonográfico, e a definição após 28 semanas é crucial, pois antes disso muitas placentas 'migram' para cima.
A placenta prévia é uma das principais causas de hemorragia na segunda metade da gestação, contribuindo significativamente para a morbimortalidade materna e perinatal. É definida pela inserção da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino, geralmente diagnosticada após a 28ª semana de gestação. Antes desse período, muitas placentas que parecem prévias podem 'migrar' para o segmento superior à medida que o útero cresce. O diagnóstico é primariamente ultrassonográfico, sendo a ultrassonografia transvaginal o método mais preciso para determinar a relação da placenta com o orifício interno do colo. Clinicamente, a placenta prévia se manifesta tipicamente por sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, de início súbito e sem causa aparente, que pode ser recorrente. É crucial evitar o toque vaginal antes de excluir a placenta prévia por ultrassonografia, devido ao risco de desencadear uma hemorragia maciça. O manejo da placenta prévia depende da idade gestacional, da quantidade de sangramento e do tipo de placenta prévia. Em casos de sangramento ativo ou placenta prévia total, o parto cesáreo é a via de escolha. O acretismo placentário, que é a invasão da placenta no miométrio, é uma complicação grave associada à placenta prévia, especialmente em pacientes com cesarianas anteriores, e exige um manejo multidisciplinar e planejamento cirúrgico cuidadoso.
Fatores de risco incluem multiparidade, idade materna avançada, cesariana anterior, aborto prévio, curetagem uterina, tabagismo, gestação múltipla e história de placenta prévia.
O sintoma mais comum é o sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, que ocorre na segunda metade da gestação, geralmente após a 28ª semana, e pode ser intermitente ou abundante.
O parto cesáreo é indicado em todos os casos de placenta prévia total ou parcial que oclui o orifício interno do colo uterino, devido ao risco de hemorragia grave durante o trabalho de parto vaginal. Em placentas de inserção baixa que não ocluem o orifício, o parto vaginal pode ser considerado em casos selecionados.
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