Placenta Prévia: Definição, Diagnóstico e Manejo

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023

Enunciado

A ocorrência de sangramento na segunda metade da gestação é responsável pelo aumento da morbidade gestacional. Entre as causas de hemorragia na gestação, está a placenta prévia. Quanto à placenta prévia, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A placenta prévia é definida como a presença de tecido placentário total ou parcialmente inserido no segmento inferior do útero após a 28ª semana de gestação.
  2. B) O diagnóstico clínico da placenta prévia inclui sangramento único, indolor, imotivado, com tônus uterino aumentado.
  3. C) O toque vaginal e a ultrassonografia transvaginal não são recomendados à paciente com placenta prévia, pelo risco de hemorragia.
  4. D) O parto cesáreo está sempre indicado nos casos de placenta de inserção baixa.
  5. E) A invasão da placenta no miométrio é denominada acretismo placentário, que pode ser total ou parcial.

Pérola Clínica

Placenta prévia = inserção placentária total/parcial no segmento inferior do útero após 28ª semana de gestação.

Resumo-Chave

A placenta prévia é uma condição obstétrica grave definida pela inserção da placenta no segmento inferior do útero, cobrindo total ou parcialmente o orifício interno do colo. O diagnóstico definitivo é ultrassonográfico, e a definição após 28 semanas é crucial, pois antes disso muitas placentas 'migram' para cima.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma das principais causas de hemorragia na segunda metade da gestação, contribuindo significativamente para a morbimortalidade materna e perinatal. É definida pela inserção da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino, geralmente diagnosticada após a 28ª semana de gestação. Antes desse período, muitas placentas que parecem prévias podem 'migrar' para o segmento superior à medida que o útero cresce. O diagnóstico é primariamente ultrassonográfico, sendo a ultrassonografia transvaginal o método mais preciso para determinar a relação da placenta com o orifício interno do colo. Clinicamente, a placenta prévia se manifesta tipicamente por sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, de início súbito e sem causa aparente, que pode ser recorrente. É crucial evitar o toque vaginal antes de excluir a placenta prévia por ultrassonografia, devido ao risco de desencadear uma hemorragia maciça. O manejo da placenta prévia depende da idade gestacional, da quantidade de sangramento e do tipo de placenta prévia. Em casos de sangramento ativo ou placenta prévia total, o parto cesáreo é a via de escolha. O acretismo placentário, que é a invasão da placenta no miométrio, é uma complicação grave associada à placenta prévia, especialmente em pacientes com cesarianas anteriores, e exige um manejo multidisciplinar e planejamento cirúrgico cuidadoso.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para placenta prévia?

Fatores de risco incluem multiparidade, idade materna avançada, cesariana anterior, aborto prévio, curetagem uterina, tabagismo, gestação múltipla e história de placenta prévia.

Qual o sintoma mais comum da placenta prévia?

O sintoma mais comum é o sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, que ocorre na segunda metade da gestação, geralmente após a 28ª semana, e pode ser intermitente ou abundante.

Quando o parto cesáreo é indicado em casos de placenta prévia?

O parto cesáreo é indicado em todos os casos de placenta prévia total ou parcial que oclui o orifício interno do colo uterino, devido ao risco de hemorragia grave durante o trabalho de parto vaginal. Em placentas de inserção baixa que não ocluem o orifício, o parto vaginal pode ser considerado em casos selecionados.

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