Placenta Prévia: Diagnóstico e Quadro Clínico

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015

Enunciado

Uma paciente com 27 anos de idade, primigesta, com gestação de 34 semanas, queixa-se de sangramento genital há cerca de uma hora. Nega dor abdominal ou outros sintomas. Ao exame clínico, constata-se bom estado geral e PA = 110 x 70 mmHg. O feto está em situação transversa, com batimentos cardiofetais de 144 bpm. A dinâmica uterina é de uma contração de leve intensidade, com 30 segundos de duração, em 10 minutos de observação. O exame especular revelou colo uterino com orifício puntiforme e presença de sangramento discreto, cor vermelhovivo, de origem uterina, contínuo e de leve intensidade. Qual o provável diagnóstico diante desse quadro?

Alternativas

  1. A) Placenta prévia.
  2. B) Abortamento tardio.
  3. C) Trabalho de parto pré-termo.
  4. D) Descolamento prematuro de placenta.

Pérola Clínica

Sangramento indolor + vermelho vivo + 3º trimestre = Placenta Prévia.

Resumo-Chave

A placenta prévia caracteriza-se pela implantação da placenta no segmento inferior do útero. Diferencia-se do DPP pela ausência de dor abdominal e pelo tônus uterino normal.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma das principais causas de hemorragia na segunda metade da gestação. Ocorre quando a placenta se implanta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou ficando muito próxima ao orifício interno do colo. O quadro clássico é de sangramento vaginal súbito, indolor, de sangue rutilante (vermelho-vivo), que pode cessar espontaneamente e recorrer mais tarde. O manejo depende da idade gestacional, da intensidade do sangramento e do bem-estar fetal. Em casos de sangramento leve e prematuridade, opta-se pela conduta expectante com repouso e corticoterapia. Em casos de sangramento grave ou termo, a interrupção da gestação (geralmente via cesárea) é indicada. É fundamental evitar o toque vaginal até que a localização placentária seja confirmada por imagem.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença clínica entre Placenta Prévia e DPP?

A principal diferença reside na dor e no tônus uterino. Na placenta prévia, o sangramento é indolor, de cor vermelho-vivo e o tônus uterino está normal. No descolamento prematuro de placenta (DPP), há dor abdominal intensa, sangramento geralmente escuro (ou oculto) e hipertonia uterina (útero lenhoso).

Como é feito o diagnóstico definitivo de placenta prévia?

O diagnóstico é clínico-laboratorial, mas a confirmação é feita por ultrassonografia (preferencialmente transvaginal, que é segura e mais precisa que a abdominal) para localizar a borda placentária em relação ao orifício interno do colo uterino.

Quais são os principais fatores de risco para placenta prévia?

Os principais fatores incluem multiparidade, idade materna avançada, cicatrizes uterinas prévias (como cesáreas ou miomectomias), tabagismo e gestações múltiplas.

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