Sangramento Vaginal no 3º Trimestre: Diagnóstico e Manejo

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

Gestante, 32 semanas, refere sangramento vaginal. Apresenta boa movimentação fetal e nega contrações. Em relação a este caso, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) a hipótese de DPP pode ser descartada, se não houver sangramento vaginal ativo no exame especular.
  2. B) a primeira hipótese diagnóstica é placenta prévia, se não houver hipertonia uterina.
  3. C) a hipótese de placenta prévia pode ser descartada, já que não houve sangramentos no primeiro e segundo trimestres.
  4. D) a cesariana é a conduta correta, se for confirmada a hipótese de placenta prévia.

Pérola Clínica

Sangramento 3º trimestre sem dor/hipertonia → Placenta Prévia (até prova em contrário).

Resumo-Chave

Em gestantes no terceiro trimestre com sangramento vaginal indolor e sem hipertonia uterina, a placenta prévia é a principal hipótese diagnóstica. O descolamento prematuro de placenta (DPP) geralmente cursa com dor e útero hipertônico, sendo um diferencial importante.

Contexto Educacional

O sangramento vaginal no terceiro trimestre de gestação é uma emergência obstétrica que exige avaliação imediata, pois pode indicar condições graves que ameaçam a vida da mãe e do feto. As principais causas são placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP) e vasa prévia, cada uma com características clínicas e implicações prognósticas distintas. A incidência varia, mas a placenta prévia ocorre em cerca de 0,3-0,5% das gestações, e o DPP em 0,5-1,5%. A fisiopatologia envolve a implantação anômala da placenta (placenta prévia) ou o descolamento prematuro da placenta normalmente implantada (DPP). Na placenta prévia, o sangramento é indolor e ocorre devido à dilatação cervical que expõe os vasos placentários. No DPP, o sangramento é acompanhado de dor e hipertonia uterina, resultando da separação da placenta da parede uterina. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e exame físico, e confirmado por ultrassonografia para placenta prévia. A suspeita de DPP é clínica, e a ultrassonografia pode ajudar, mas nem sempre é conclusiva. O tratamento depende da causa e da gravidade do sangramento. Na placenta prévia, o manejo pode ser expectante em casos leves e sem comprometimento fetal, ou indicar cesariana de urgência em sangramentos intensos. No DPP, a conduta é geralmente a interrupção da gestação, preferencialmente por cesariana, devido ao risco de sofrimento fetal e coagulopatia materna. A estabilização hemodinâmica da mãe e a monitorização fetal são prioridades em ambos os casos.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de sangramento vaginal no terceiro trimestre de gestação?

As causas mais comuns incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP) e vasa prévia. Outras causas menos frequentes são rotura uterina, lesões cervicais ou vaginais e sangramento de origem desconhecida.

Como diferenciar clinicamente placenta prévia de descolamento prematuro de placenta (DPP)?

A placenta prévia tipicamente causa sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, sem hipertonia uterina. O DPP, por sua vez, geralmente apresenta sangramento escuro, dor abdominal intensa e útero hipertônico e doloroso à palpação.

Qual a conduta inicial diante de um sangramento vaginal no terceiro trimestre?

A conduta inicial inclui avaliação da vitalidade materna e fetal, estabilização hemodinâmica da mãe, e proibição de toque vaginal até que a placenta prévia seja excluída por ultrassonografia.

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