UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
Gestante, 32 semanas, refere sangramento vaginal. Apresenta boa movimentação fetal e nega contrações. Em relação a este caso, é correto afirmar que:
Sangramento 3º trimestre sem dor/hipertonia → Placenta Prévia (até prova em contrário).
Em gestantes no terceiro trimestre com sangramento vaginal indolor e sem hipertonia uterina, a placenta prévia é a principal hipótese diagnóstica. O descolamento prematuro de placenta (DPP) geralmente cursa com dor e útero hipertônico, sendo um diferencial importante.
O sangramento vaginal no terceiro trimestre de gestação é uma emergência obstétrica que exige avaliação imediata, pois pode indicar condições graves que ameaçam a vida da mãe e do feto. As principais causas são placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP) e vasa prévia, cada uma com características clínicas e implicações prognósticas distintas. A incidência varia, mas a placenta prévia ocorre em cerca de 0,3-0,5% das gestações, e o DPP em 0,5-1,5%. A fisiopatologia envolve a implantação anômala da placenta (placenta prévia) ou o descolamento prematuro da placenta normalmente implantada (DPP). Na placenta prévia, o sangramento é indolor e ocorre devido à dilatação cervical que expõe os vasos placentários. No DPP, o sangramento é acompanhado de dor e hipertonia uterina, resultando da separação da placenta da parede uterina. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e exame físico, e confirmado por ultrassonografia para placenta prévia. A suspeita de DPP é clínica, e a ultrassonografia pode ajudar, mas nem sempre é conclusiva. O tratamento depende da causa e da gravidade do sangramento. Na placenta prévia, o manejo pode ser expectante em casos leves e sem comprometimento fetal, ou indicar cesariana de urgência em sangramentos intensos. No DPP, a conduta é geralmente a interrupção da gestação, preferencialmente por cesariana, devido ao risco de sofrimento fetal e coagulopatia materna. A estabilização hemodinâmica da mãe e a monitorização fetal são prioridades em ambos os casos.
As causas mais comuns incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP) e vasa prévia. Outras causas menos frequentes são rotura uterina, lesões cervicais ou vaginais e sangramento de origem desconhecida.
A placenta prévia tipicamente causa sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, sem hipertonia uterina. O DPP, por sua vez, geralmente apresenta sangramento escuro, dor abdominal intensa e útero hipertônico e doloroso à palpação.
A conduta inicial inclui avaliação da vitalidade materna e fetal, estabilização hemodinâmica da mãe, e proibição de toque vaginal até que a placenta prévia seja excluída por ultrassonografia.
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