Placenta Prévia: Fatores de Risco e Conduta Obstétrica

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022

Enunciado

A situação que não condiz com aumento do risco de inserção baixa de placenta é:

Alternativas

  1. A) Multiparidade.
  2. B) Desnutrição materna.
  3. C) Lesões endometriais.
  4. D) Idade materna acima de 35 anos.

Pérola Clínica

Desnutrição materna NÃO é fator de risco para inserção baixa de placenta (placenta prévia).

Resumo-Chave

A placenta prévia (inserção baixa de placenta) é uma condição obstétrica séria com diversos fatores de risco bem estabelecidos, como multiparidade, idade materna avançada, cesarianas anteriores e lesões endometriais. A desnutrição materna, embora impacte a saúde fetal e materna, não é classicamente listada como um fator de risco direto para a inserção baixa da placenta.

Contexto Educacional

A placenta prévia, ou inserção baixa de placenta, é uma condição obstétrica na qual a placenta se implanta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino. Essa condição é uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre da gravidez, com potencial morbimortalidade materna e fetal significativa. Diversos fatores de risco estão associados ao aumento da incidência de placenta prévia. Entre eles, destacam-se a multiparidade, a idade materna avançada (acima de 35 anos), o histórico de cesarianas anteriores, curetagens uterinas prévias, abortamentos prévios, tabagismo, uso de cocaína, gestações múltiplas e a presença de lesões endometriais, como miomas submucosos ou cicatrizes uterinas. Esses fatores podem alterar a vascularização ou a integridade do endométrio, predispondo à implantação inadequada do óvulo fertilizado. É importante ressaltar que, embora a desnutrição materna seja um problema de saúde pública com múltiplos impactos negativos na gestação e no desenvolvimento fetal, ela não é classicamente reconhecida como um fator de risco direto e independente para a placenta prévia. O conhecimento preciso dos fatores de risco é crucial para o rastreamento, diagnóstico e manejo adequados da placenta prévia, permitindo que os residentes e profissionais de saúde ofereçam o melhor cuidado às gestantes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de placenta prévia?

Os principais fatores de risco incluem multiparidade, idade materna avançada (>35 anos), cesarianas anteriores, curetagens uterinas prévias, tabagismo, gestação múltipla e lesões endometriais como miomas ou cicatrizes.

Como a multiparidade e a idade materna avançada aumentam o risco de placenta prévia?

A multiparidade e a idade avançada podem levar a alterações no endométrio, como atrofia ou áreas de cicatrização, que dificultam a nidação adequada do blastocisto na porção superior do útero, favorecendo a implantação baixa.

Qual a principal complicação da placenta prévia e como é manejada?

A principal complicação é a hemorragia vaginal indolor no segundo ou terceiro trimestre, que pode ser grave. O manejo envolve repouso, monitoramento materno-fetal, uso de corticosteroides para maturação pulmonar fetal (se necessário) e, frequentemente, parto por cesariana eletiva.

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