Placenta Prévia: Diagnóstico e Manejo na Hemorragia Obstétrica

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

R.T.B., 31 anos, GIII PII 2C A0, idade gestacional de 32 semanas, tipagem sanguínea (ABO Rh): O negativo, Coombs indireto negativo, deu entrada no PSO com quadro de sangramento vaginal vermelho-vivo, indolor. Ao exame físico e obstétrico: PA 120 x 70 mmHg, FC materna: 88 bpm. Abdome: Tônus uterino normal. Dinâmica uterina ausente. Batimentos cardiofetais de 144 bpm. Especular: colo uterino sem lesões, com moderada quantidade de sangue, coletado em fundo de saco posterior, sem sangramento ativo.De acordo com o caso acima, assinale a alternativa que representa o diagnóstico correto.

Alternativas

  1. A) Rotura de vasa prévia.
  2. B) Rotura uterina.
  3. C) Rotura de seio venoso.
  4. D) Descolamento prematuro de placenta.
  5. E) Placenta prévia.

Pérola Clínica

Sangramento vaginal vermelho-vivo, indolor, no 3º trimestre com tônus uterino normal e BCF reativos → Placenta Prévia.

Resumo-Chave

A placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal indolor, geralmente vermelho-vivo, no segundo ou terceiro trimestre, devido à implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino. A ausência de dor e de hipertonia uterina, juntamente com a vitalidade fetal preservada, são achados clássicos que a diferenciam de outras causas de hemorragia obstétrica.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino, sendo uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre. Sua incidência varia de 0,3% a 0,5% das gestações, sendo mais comum em multíparas, gestações múltiplas, histórico de cesariana anterior ou curetagem, e idade materna avançada. O reconhecimento precoce é crucial para a segurança materno-fetal, pois pode levar a complicações como parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e, em casos graves, histerectomia puerperal.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da placenta prévia?

A placenta prévia manifesta-se classicamente por sangramento vaginal vermelho-vivo, indolor, que ocorre no segundo ou terceiro trimestre da gestação. Ao exame físico, o útero geralmente apresenta tônus normal e não há dinâmica uterina.

Como diferenciar placenta prévia de descolamento prematuro de placenta (DPP)?

A principal diferença reside na dor e no tônus uterino. A placenta prévia é indolor e o útero tem tônus normal, enquanto a DPP cursa com dor abdominal intensa, hipertonia uterina e, por vezes, sangramento escuro e sofrimento fetal.

Qual a conduta inicial para uma gestante com suspeita de placenta prévia?

A conduta inicial inclui estabilização hemodinâmica da mãe, monitorização fetal e ultrassonografia para confirmar o diagnóstico e localizar a placenta. O exame de toque vaginal é contraindicado até que a placenta prévia seja excluída ou confirmada, devido ao risco de exacerbar o sangramento.

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