Placenta Prévia: Diagnóstico e Manejo no 3º Trimestre

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025

Enunciado

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do parágrafo abaixo.Gestante de 35 anos, G2C1, com 29 semanas de gestação, veio ao Centro Obstétrico por sangramento vaginal de pequeno a moderado volume. Negou dor abdominal e episódios anteriores de sangramento. Ao exame, verificaram-se sinais vitais normais, ausência de contrações uterinas e feto com vitalidade. Considerando-se o quadro clínico, a principal hipótese diagnóstica é .......... . Durante o exame físico, deve-se evitar a realização de .......... . O exame de imagem recomendado para confirmar o diagnóstico é .......... . Se a principal hipótese diagnóstica for confirmada, deve-se investigar também a possibilidade de .......... .

Alternativas

  1. A) placenta prévia – toque vaginal – ultrassonografia transvaginal – acretismo placentário
  2. B) placenta prévia – exame especular – ultrassonografia transabdominal – vasa prévia
  3. C) descolamento prematuro de placenta – toque vaginal – ultrassonografia transabdominal – ruptura uterina
  4. D) descolamento prematuro de placenta – amniotomia – ultrassonografia transvaginal – vasa prévia

Pérola Clínica

Placenta prévia: sangramento vaginal indolor no 3º trimestre. Evitar toque vaginal. USG transvaginal confirma. Investigar acretismo.

Resumo-Chave

A placenta prévia é a principal hipótese diagnóstica para sangramento vaginal indolor no terceiro trimestre de gestação. Nesses casos, o toque vaginal é contraindicado devido ao risco de aumentar o sangramento. A ultrassonografia transvaginal é o método de escolha para confirmar o diagnóstico. Uma vez confirmada a placenta prévia, é mandatório investigar a possibilidade de acretismo placentário, especialmente em pacientes com cesarianas prévias.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino. É a principal causa de sangramento vaginal indolor no segundo e terceiro trimestres da gestação, afetando aproximadamente 1 em cada 200 gestações e sendo um fator de risco significativo para morbimortalidade materna e perinatal. A fisiopatologia envolve a implantação anormal do blastocisto. Clinicamente, o sangramento é tipicamente indolor, de início súbito e pode ser intermitente. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, sendo a via transvaginal o método mais acurado para determinar a relação da placenta com o orifício interno do colo. É crucial que, diante de um sangramento vaginal no terceiro trimestre, o toque vaginal seja evitado até que a placenta prévia seja excluída por ultrassonografia, devido ao risco de hemorragia maciça. Uma vez diagnosticada a placenta prévia, especialmente em pacientes com histórico de cesarianas, deve-se investigar ativamente a possibilidade de acretismo placentário, uma complicação grave que pode exigir histerectomia. O manejo da placenta prévia depende da idade gestacional, volume do sangramento e tipo de placenta prévia, podendo variar de conduta expectante a parto cesariano de emergência. Residentes devem dominar o diagnóstico e manejo dessa condição para garantir a segurança materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da placenta prévia?

O sinal clínico mais característico da placenta prévia é o sangramento vaginal indolor, de início súbito, que ocorre no segundo ou terceiro trimestre da gestação. O sangramento pode ser de pequeno a moderado volume e, em alguns casos, pode ser profuso, exigindo intervenção imediata.

Por que o toque vaginal é contraindicado na suspeita de placenta prévia?

O toque vaginal é estritamente contraindicado na suspeita de placenta prévia porque pode provocar o descolamento da placenta do segmento uterino inferior, levando a uma hemorragia maciça e incontrolável, com risco de vida para a mãe e o feto. A avaliação deve ser feita por ultrassonografia antes de qualquer exame digital.

Qual a relação entre placenta prévia e acretismo placentário?

A placenta prévia é um dos principais fatores de risco para o acretismo placentário, uma condição em que a placenta se adere anormalmente à parede uterina, invadindo o miométrio. O risco é ainda maior em gestantes com placenta prévia e histórico de cesarianas anteriores, devido à presença de cicatrizes uterinas.

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