CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Gestante 37 semanas foi levada pelo SAMU à maternidade com sangramento vaginal abundante. Ao exame: Fundo uterino 35cm, feto cefálico BCF 144 bpm, tônus normal, atividade uterina ausente. Sangramento vaginal abundante vermelho rutilante. Qual o diagnóstico?
Sangramento vaginal vermelho rutilante, indolor, sem atividade uterina, BCF normal no 3º trimestre → Placenta prévia.
A placenta prévia é caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino, causando sangramento vaginal indolor, vermelho rutilante, geralmente no terceiro trimestre. Diferencia-se do descolamento prematuro de placenta pela ausência de dor, tônus uterino normal e ausência de sofrimento fetal inicial.
A placenta prévia é uma condição obstétrica grave definida pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino. É uma das principais causas de hemorragia anteparto, com incidência que varia de 0,3% a 0,5% das gestações. Fatores de risco incluem cesariana anterior, multiparidade, idade materna avançada e tabagismo. O reconhecimento precoce é vital para a segurança materno-fetal. A fisiopatologia do sangramento na placenta prévia ocorre devido ao descolamento de parte da placenta à medida que o segmento uterino inferior se forma e se dilata no final da gestação ou durante o trabalho de parto. O sangramento é tipicamente indolor, vermelho rutilante e sem atividade uterina associada. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia, sendo a transvaginal o padrão-ouro. O manejo depende da idade gestacional, da quantidade de sangramento e do bem-estar materno-fetal. Em gestações pré-termo com sangramento leve, pode-se optar por conduta expectante com repouso e monitorização. Em casos de sangramento intenso ou gestação a termo, a interrupção da gestação por cesariana é geralmente indicada. O toque vaginal é estritamente contraindicado antes da exclusão da placenta prévia.
O sintoma mais característico é o sangramento vaginal indolor, de cor vermelho vivo (rutilante), que ocorre geralmente no terceiro trimestre da gestação. O útero mantém tônus normal e não há atividade uterina dolorosa.
A ultrassonografia transvaginal é o método diagnóstico de escolha, pois permite visualizar a localização exata da placenta em relação ao orifício interno do colo uterino de forma segura e precisa.
A conduta inicial envolve a estabilização hemodinâmica da mãe, monitorização fetal, e avaliação da necessidade de interrupção da gestação. O toque vaginal é contraindicado até que a placenta prévia seja excluída por ultrassonografia.
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