Placenta Prévia: Classificação e Implicações Clínicas

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

A placenta prévia e o acretismo placentário são causas clinicamente importantes de hemorragia. Essas condições estão associadas à mortalidade e à morbidade perinatais significativas, por aumento da incidência de prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios respiratórios e óbitos perinatais. Analise os conceitos a seguir elencados. I. Classicamente, a placenta prévia é definida como a presença de tecido placentário que recobre ou está muito próximo ao orifício interno do colo uterino após 24 semanas de gestação. II. Na placenta prévia centro total a placenta recobre totalmente o orifício externo do colo uterino. III. Na placenta prévia centro parcial a placenta recobre parcialmente o orifício externo do colo do útero. IV. Na placenta prévia marginal a borda placentária margeia o orifício interno do colo do útero, sem recobri-lo. V. Na placenta prévia lateral ou implantação baixa da placenta, embora implantada no segmento inferior do útero, a placenta não alcança o colo uterino (borda placentária distante até 7cm do orifício interno do colo). Pode-se também incluir os casos em que a relação exata da placenta com o orifício interno não pode ser determinada, ou de aparente placenta prévia no segundo trimestre. Estão corretas apenas as alternativas

Alternativas

  1. A)  I e II. 
  2. B)  I e V.
  3. C)  II e IV.
  4. D)  III e V.
  5. E)  IV e V.

Pérola Clínica

Placenta prévia: marginal (margeia OI), lateral/baixa (distante < 7cm do OI). Centro total/parcial referem-se ao recobrimento do OI.

Resumo-Chave

A classificação da placenta prévia é baseada na relação do tecido placentário com o orifício interno do colo uterino. É crucial diferenciar os tipos (total, parcial, marginal, baixa) para o manejo adequado e para prever o risco de hemorragia e a via de parto.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta no segmento inferior do útero, recobrindo total ou parcialmente o orifício interno do colo uterino. É uma das principais causas de hemorragia anteparto e está associada a morbidade e mortalidade materno-fetais significativas, incluindo prematuridade, baixo peso ao nascer e necessidade de transfusões sanguíneas. A classificação da placenta prévia é crucial para o manejo. Ela é dividida em: Placenta Prévia Total (recobre completamente o orifício interno), Placenta Prévia Parcial (recobre parcialmente o orifício interno), Placenta Prévia Marginal (a borda placentária atinge a margem do orifício interno, mas não o recobre) e Implantação Baixa da Placenta (a placenta está no segmento inferior, mas sua borda está a até 7 cm do orifício interno, sem atingi-lo). É importante notar que a definição clássica considera a condição após 28 semanas, pois antes disso, muitas placentas "migram" para cima. O diagnóstico é feito por ultrassonografia. O manejo depende do tipo de placenta prévia, idade gestacional, sangramento e condição materno-fetal. Placenta prévia total ou parcial geralmente contraindica o parto vaginal, indicando cesariana eletiva. A compreensão detalhada dessas classificações permite ao residente tomar decisões clínicas informadas, minimizando riscos para mãe e bebê.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de placenta prévia?

Placenta prévia é a condição em que a placenta se implanta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, recobrindo ou estando muito próxima ao orifício interno do colo uterino após 28 semanas de gestação (ou 24 semanas, dependendo da literatura).

Como diferenciar placenta prévia marginal de implantação baixa?

Na placenta prévia marginal, a borda placentária atinge a margem do orifício interno do colo, mas não o recobre. Na implantação baixa, a placenta está no segmento inferior do útero, mas sua borda está a uma distância de até 7 cm do orifício interno, sem atingi-lo.

Qual o risco da placenta prévia para a gestante e o feto?

A placenta prévia aumenta o risco de hemorragia anteparto e intraparto, prematuridade, baixo peso ao nascer, restrição de crescimento fetal e necessidade de histerectomia. Para o feto, há maior risco de morbidade e mortalidade perinatal.

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