INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2020
Gestante com antecedente de 5 cesarianas, encontra-se com 33 semanas e apresenta sangramento vultoso, rutilante e indolor. Ao exame: PA=100X60mmHg, BCF=155bpm, atividade uterina irregular. Qual o diagnóstico mais provável?
Sangramento vaginal rutilante + indolor + 3º trimestre + antecedente cesariana = Placenta Prévia.
O sangramento vaginal no terceiro trimestre, rutilante e indolor, é o quadro clássico de placenta prévia. O antecedente de múltiplas cesarianas é um fator de risco importante para placenta prévia e acretismo placentário.
A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino. É uma das principais causas de sangramento vaginal no terceiro trimestre, com uma incidência que varia de 0,3% a 0,8% das gestações. A multiparidade e, principalmente, o antecedente de cesarianas prévias são fatores de risco bem estabelecidos, aumentando a chance de acretismo placentário. O quadro clínico clássico da placenta prévia é o sangramento vaginal indolor, de cor rutilante (vermelho vivo), que ocorre no terceiro trimestre da gestação. A intensidade do sangramento pode variar de leve a vultoso, levando a instabilidade hemodinâmica materna. Ao exame físico, o útero geralmente não apresenta hipertonia e o batimento cardíaco fetal (BCF) costuma estar preservado, a menos que haja hipovolemia materna grave ou complicação. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia, que permite localizar a placenta em relação ao orifício interno do colo. O manejo depende da idade gestacional, da quantidade de sangramento e da condição materno-fetal. Em casos de sangramento vultoso ou instabilidade, a interrupção da gestação é indicada, geralmente por cesariana. Em casos estáveis e com idade gestacional prematura, pode-se optar por manejo expectante, com repouso e monitorização rigorosa.
Os principais fatores de risco incluem cesarianas anteriores (especialmente múltiplas), multiparidade, idade materna avançada, tabagismo, gestação múltipla e curetagens uterinas prévias.
A placenta prévia causa sangramento vaginal rutilante e indolor, sem dor abdominal ou hipertonia uterina. A DPP, por outro lado, apresenta dor abdominal súbita e intensa, sangramento escuro e útero hiperativo/hipertônico.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica da mãe, monitorização fetal, avaliação ultrassonográfica para confirmar o diagnóstico e localização da placenta, e internação para observação e manejo expectante ou interrupção da gestação, dependendo da idade gestacional e gravidade.
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