Placenta Prévia: Identificando o Sangramento Vaginal

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021

Enunciado

Uma paciente de 21 anos, que está com 28 semanas de gestação, tem sangramento vaginal e é diagnosticada com placenta prévia. Entre as alternativas seguintes qual é uma característica típica dessa condição?

Alternativas

  1. A) Sangramento.
  2. B) Associação comum com coagulopatia.
  3. C) O primeiro episódio de sangramento geralmente é profuso.
  4. D) Associado ao sangramento pós-coital.

Pérola Clínica

Placenta prévia → sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, recorrente, sem associação com coagulopatia primária.

Resumo-Chave

A placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal indolor, de sangue vermelho vivo, que geralmente ocorre no segundo ou terceiro trimestre da gestação. É o sintoma cardinal e mais comum, diferenciando-a de outras causas de hemorragia anteparto, como o descolamento prematuro de placenta, que cursa com dor e sangramento escuro.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica séria caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo. É uma das principais causas de hemorragia anteparto, afetando aproximadamente 1 em cada 200 gestações no terceiro trimestre. A idade materna avançada, multiparidade, cesarianas anteriores, curetagens e tabagismo são fatores de risco conhecidos. O sintoma cardinal da placenta prévia é o sangramento vaginal indolor, de sangue vermelho vivo, que geralmente ocorre após a 20ª semana de gestação. Este sangramento pode ser intermitente, recorrente e de intensidade variável, desde um spotting leve até uma hemorragia maciça. Diferentemente do descolamento prematuro de placenta, a placenta prévia não costuma causar dor abdominal e raramente está associada a coagulopatias primárias, embora a perda volêmica possa levar a coagulopatia de consumo. O diagnóstico definitivo é realizado por ultrassonografia, preferencialmente transvaginal, que permite uma visualização precisa da relação da placenta com o orifício cervical interno. O toque vaginal é contraindicado em casos de sangramento vaginal sem causa definida até que a placenta prévia seja excluída, devido ao risco de desencadear uma hemorragia profusa. O manejo da placenta prévia visa prolongar a gestação, se possível, e garantir a segurança materna e fetal, geralmente culminando em parto cesariano eletivo. Residentes devem dominar o diagnóstico diferencial das hemorragias do terceiro trimestre para uma conduta adequada.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de placenta prévia?

A placenta prévia pode ser classificada em total (cobre completamente o orifício interno do colo), parcial (cobre parcialmente), marginal (atinge a margem do orifício interno) ou de inserção baixa (próxima ao orifício, mas não o atinge). A classificação orienta a conduta.

Como é feito o diagnóstico de placenta prévia?

O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal, que permite visualizar a localização da placenta em relação ao orifício interno do colo uterino. O exame físico deve ser realizado com cautela, evitando o toque vaginal em caso de sangramento.

Quais são as principais complicações da placenta prévia?

As principais complicações incluem hemorragia materna grave, parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino, acretismo placentário (placenta acreta, increta, percreta) e necessidade de histerectomia. O manejo visa prolongar a gestação e evitar complicações.

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