Placenta Prévia: Diagnóstico e Conduta no Sangramento

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021

Enunciado

A.M.S.M., gestante de 32 semanas, apresentando perda sanguínea por via vaginal vai ao pronto socorro para avaliação. Ao exame clínico, normotensa, apresenta altura uterina compatível com o tempo de gestação, BCF presente e normal, sangramento vivo em pequena quantidade se exteriorizando pelo orifício externo do colo, sem dinâmica uterina. Qual seria o diagnóstico provável e qual a conduta?

Alternativas

  1. A) Descolamento prematuro de placenta; cesárea imediata
  2. B) Rutura uterina: laparotomia imediata
  3. C) Placenta prévia; interrupção da gestação
  4. D) Placenta prévia; ultrassonografia
  5. E) Descolamento prematuro de placenta; indução do trabalho de parto

Pérola Clínica

Sangramento vaginal indolor, vivo, sem dinâmica uterina no 3º trimestre + BCF normal → Placenta prévia. Conduta: USG.

Resumo-Chave

O quadro clínico de sangramento vaginal indolor, sem contrações uterinas e com vitalidade fetal preservada no terceiro trimestre é altamente sugestivo de placenta prévia. A conduta inicial e essencial é a confirmação diagnóstica por ultrassonografia, evitando o toque vaginal antes de excluir placenta prévia.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino. É uma das principais causas de sangramento vaginal no terceiro trimestre, afetando cerca de 0,3% a 0,5% das gestações. Fatores de risco incluem cesarianas anteriores, curetagens, multiparidade e idade materna avançada. O quadro clínico clássico de placenta prévia é o sangramento vaginal indolor, de cor vermelho vivo, que ocorre geralmente após a 20ª semana de gestação, sem associação com dinâmica uterina. A vitalidade fetal costuma estar preservada, a menos que haja um sangramento muito volumoso que comprometa a perfusão placentária. O diagnóstico definitivo é feito por ultrassonografia transvaginal, que é segura e mais precisa que a transabdominal para localizar a placenta em relação ao colo. A conduta inicial em caso de suspeita de placenta prévia é estabilizar a paciente, monitorar a vitalidade fetal e, crucialmente, NÃO realizar toque vaginal até que a placenta prévia seja excluída por ultrassonografia. Se confirmada, o manejo depende da idade gestacional, volume do sangramento e condições maternas/fetais. Em gestações pré-termo com sangramento leve e estável, a conduta pode ser expectante, com repouso e corticoterapia para maturação pulmonar fetal. Em casos de sangramento intenso ou instabilidade, a interrupção da gestação por cesariana é indicada.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de placenta prévia?

A placenta prévia pode ser classificada em total (cobre completamente o orifício interno do colo), parcial (cobre parcialmente), marginal (atinge a margem do orifício interno) ou baixa (próxima ao orifício, mas não o atinge).

Por que o toque vaginal é contraindicado em caso de suspeita de placenta prévia?

O toque vaginal pode provocar o descolamento da placenta e desencadear uma hemorragia maciça e incontrolável, colocando em risco a vida da mãe e do feto. A ultrassonografia é o método diagnóstico seguro e eficaz.

Qual a principal diferença clínica entre placenta prévia e descolamento prematuro de placenta?

A placenta prévia tipicamente causa sangramento vaginal indolor, vermelho vivo e sem hipertonia uterina. O descolamento prematuro de placenta geralmente apresenta sangramento escuro, dor abdominal intensa, hipertonia uterina e sofrimento fetal.

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