Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023
Gestante na 30ª semana, g-4p-2 (02 cesarianas e 01 aborto) procura a maternidade com queixa de sangramento vermelho vivo moderado e indolor. O exame obstétrico revela altura uterina de 29 cm, tônus uterino normal com ausência de contrações em 10 minutos, bcf-142 bpm e ao exame especular presença de sangramento vermelho vivo fluindo através do colo uterino. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
Sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, no terceiro trimestre, sem contrações → Placenta prévia.
A placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal indolor no segundo ou terceiro trimestre, devido à implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino. A ausência de dor e contrações é um diferencial chave em relação ao descolamento prematuro de placenta.
A placenta prévia é uma das principais causas de hemorragia anteparto, definida pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino. Sua incidência varia de 0,3% a 0,5% das gestações, sendo uma condição de grande importância clínica devido ao risco de morbimortalidade materna e fetal. O reconhecimento precoce é crucial para um manejo adequado. A fisiopatologia envolve a implantação anormal do blastocisto em uma área menos vascularizada do endométrio. O diagnóstico é primariamente ultrassonográfico, sendo a ultrassonografia transvaginal o método de escolha para confirmar a localização placentária. A suspeita clínica surge com sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, no segundo ou terceiro trimestre, sem hipertonia uterina. O manejo depende da idade gestacional, quantidade de sangramento e tipo de placenta prévia. Em casos de sangramento ativo e instabilidade hemodinâmica, a interrupção da gestação pode ser necessária. Para gestações a termo ou próximo ao termo, a cesariana é a via de parto preferencial para evitar hemorragia maciça.
O principal sintoma é o sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, que ocorre geralmente após a 20ª semana de gestação, sem contrações uterinas ou dor abdominal.
O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal, que localiza a placenta em relação ao orifício interno do colo uterino. O exame especular pode confirmar a origem do sangramento.
Fatores de risco incluem cesariana prévia, multiparidade, idade materna avançada, tabagismo, curetagem uterina prévia e gestação múltipla.
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