Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
R.B.G., 35 anos, GIV PIII 3C A0, IG 35 semanas, deu entrada no PSO com queixa de sangramento vaginal vermelho vivo em moderada quantidade. Nega dor. Nega perda de líquido via vaginal. Ao exame obstétrico: BCF: 140 bpm, DU ausente. AU: 34 cm. Tônus uterino normal. Especular: grande quantidade de sangue vermelho vivo coletado em fórnice posterior. Não realizado toque vaginal. Sem história de coito recente.Assinale a alternativa que indica o diagnóstico mais provável.
Sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, no terceiro trimestre, com tônus uterino normal → Placenta prévia.
A placenta prévia é a causa mais comum de sangramento vaginal indolor no terceiro trimestre. Caracteriza-se por sangramento vermelho vivo, sem dor abdominal ou hipertonia uterina, e o toque vaginal é contraindicado até que a localização da placenta seja confirmada por ultrassonografia.
O sangramento vaginal no terceiro trimestre da gestação é uma emergência obstétrica que exige avaliação imediata e precisa, pois pode estar associado a condições graves que ameaçam a vida da mãe e do feto. As principais causas incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP) e rotura de vasa prévia. A diferenciação entre essas condições é crucial para o manejo adequado e para a aprovação em provas de residência. A placenta prévia é definida pela implantação da placenta total ou parcialmente sobre o orifício interno do colo uterino. Sua principal manifestação é o sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, que geralmente ocorre após a 20ª semana de gestação. O útero mantém tônus normal e não há dor abdominal associada. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, e o toque vaginal é estritamente contraindicado antes da exclusão da placenta prévia, devido ao risco de sangramento maciço. No caso clínico apresentado, a gestante com 35 semanas, sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, ausência de contrações uterinas e tônus uterino normal, sem história de coito recente, aponta fortemente para o diagnóstico de placenta prévia. O descolamento prematuro de placenta (DPP) geralmente cursa com dor abdominal intensa, hipertonia uterina e sofrimento fetal. A rotura de vasa prévia, embora também indolor, o sangramento é tipicamente fetal e associado a alterações graves nos BCF. O manejo da placenta prévia depende da idade gestacional, quantidade de sangramento e tipo de placenta prévia, podendo variar de conduta expectante a parto cesáreo de urgência.
A placenta prévia classicamente se manifesta como sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, que ocorre no terceiro trimestre da gestação. Não há dor abdominal, hipertonia uterina ou alterações significativas nos batimentos cardíacos fetais, a menos que o sangramento seja maciço.
O toque vaginal é contraindicado em sangramento do terceiro trimestre antes de se excluir placenta prévia por ultrassonografia. Se a placenta estiver implantada sobre o orifício cervical, o toque pode romper vasos placentários e desencadear um sangramento maciço e incontrolável, colocando em risco a vida da mãe e do feto.
A placenta prévia causa sangramento indolor, vermelho vivo, com útero relaxado e BCF geralmente normal. O DPP, por outro lado, cursa com sangramento escuro (nem sempre visível), dor abdominal intensa, hipertonia uterina e alterações nos BCF (sofrimento fetal), devido à isquemia placentária.
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