HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
G.V.B., 34 anos, GIII PII 2C A0, idade gestacional de 37 semanas, deu entrada no pronto-socorro obstétrico com queixa de sangramento vaginal vermelho-vivo, sem outras queixas. Ao exame físico: PA = 110 x 70 mmHg, AU = 35 cm, BCF = 130 bpm, dinâmica uterina ausente, especular: sangramento vermelho-vivo exteriorizando-se pelo orifício externo do colo uterino.Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.
Sangramento vermelho-vivo + indolor + 3º trimestre = Placenta Prévia → Cesárea se termo ou instabilidade.
A placenta prévia manifesta-se tipicamente como sangramento indolor e vermelho-vivo; em gestações a termo (37 semanas) com sangramento ativo, a interrupção por via alta é a conduta padrão.
A placenta prévia é definida pela implantação da placenta no segmento inferior do útero, cobrindo ou situando-se próxima ao orifício interno do colo. É uma das principais causas de hemorragia na segunda metade da gestação. O diagnóstico é clínico, corroborado pela ultrassonografia, que deve ser realizada antes de qualquer exame digital vaginal para evitar traumas placentários. No caso clínico apresentado, a paciente está com 37 semanas (termo) e apresenta sangramento ativo. Nestas circunstâncias, a conduta expectante não é mais indicada, e a indução do parto é contraindicada pela localização placentária. Portanto, a cesárea é a conduta imediata e definitiva para garantir a segurança do binômio mãe-filho.
A apresentação clínica clássica da placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal de cor vermelho-vivo, indolor (ausência de dinâmica uterina ou hipertonia), de início súbito e recorrente, geralmente ocorrendo no terceiro trimestre de gestação. Diferencia-se do descolamento prematuro de placenta (DPP) principalmente pela ausência de dor abdominal e pelo tônus uterino normal.
Na placenta prévia total ou parcial, o tecido placentário obstrui o orifício interno do colo uterino, impedindo a passagem do feto e causando sangramento grave durante a dilatação cervical. Mesmo em casos de placenta prévia marginal, o risco de hemorragia intraparto é elevado, tornando a cesárea a via mais segura para a mãe e o feto na maioria das apresentações.
Em gestações pré-termo (< 37 semanas) com sangramento autolimitado e estabilidade materno-fetal, a conduta pode ser expectante. O objetivo é atingir a maturidade fetal, utilizando corticosteroides para maturação pulmonar se necessário. O repouso e a monitorização rigorosa são essenciais, reservando-se a interrupção imediata para casos de sofrimento fetal ou hemorragia materna grave.
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