Placenta Prévia: Diagnóstico e Manejo do Sangramento

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022

Enunciado

Primigesta de 30 anos, com 34 semanas de gestação, apresentou sangramento vaginal abundante, de cor vermelho viva, sem queixa de cólica. O colo uterino está fechado e normal, não havendo evidência de perda de líquido amniótico e de sangramento no momento. Os dados vitais encontram-se normais bem como os exames laboratoriais. O feto está reativo, com frequência cardíaca de 150 bpm, e seu peso estimado é de 2 kg.Nesse caso, o diagnóstico é

Alternativas

  1. A) vasa prévia.
  2. B) descolamento prematuro de placenta.
  3. C) placenta prévia.
  4. D) gravidez ectópica.

Pérola Clínica

Sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, no 3º trimestre com colo fechado → Placenta Prévia.

Resumo-Chave

O sangramento vaginal vermelho vivo, indolor e recorrente no terceiro trimestre de gestação, com colo uterino fechado e feto reativo, é o quadro clássico de placenta prévia. Diferencia-se do descolamento prematuro de placenta pela ausência de dor e hipertonia uterina.

Contexto Educacional

O sangramento vaginal no terceiro trimestre de gestação é uma emergência obstétrica que exige avaliação imediata para determinar a causa e instituir o manejo adequado. Entre as principais etiologias, destacam-se a placenta prévia, o descolamento prematuro de placenta (DPP) e a vasa prévia. A placenta prévia é caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino. O quadro clínico clássico da placenta prévia é o sangramento vaginal indolor, de cor vermelho viva, que ocorre geralmente após a 20ª semana de gestação, sendo mais comum no terceiro trimestre. O útero encontra-se relaxado e o feto geralmente não apresenta sinais de sofrimento, a menos que o sangramento seja muito volumoso e comprometa a hemodinâmica materna. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia transvaginal, que permite a localização precisa da placenta em relação ao colo. O manejo da placenta prévia depende da idade gestacional, da quantidade de sangramento e da estabilidade hemodinâmica da mãe e do feto. Em casos de sangramento leve e gestação pré-termo, pode-se optar por conduta expectante com repouso e monitoramento. No entanto, em sangramentos intensos, instabilidade materna ou feto a termo, o parto cesáreo é a via de escolha. É crucial diferenciar a placenta prévia do DPP, que cursa com dor abdominal e hipertonia uterina, e da vasa prévia, onde o sangramento é de origem fetal e geralmente associado à ruptura de membranas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da placenta prévia?

A placenta prévia tipicamente se manifesta com sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, que ocorre no segundo ou terceiro trimestre de gestação. O útero geralmente está relaxado e o colo uterino pode estar fechado.

Como diferenciar placenta prévia de descolamento prematuro de placenta (DPP)?

A placenta prévia cursa com sangramento indolor e útero relaxado, enquanto o DPP é caracterizado por sangramento vaginal acompanhado de dor abdominal intensa, hipertonia uterina e sofrimento fetal, sendo uma emergência mais grave.

Qual a conduta inicial para uma gestante com suspeita de placenta prévia?

A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica da mãe, monitoramento fetal, ultrassonografia para confirmar o diagnóstico e localização da placenta, e internação hospitalar para observação e manejo, que pode incluir repouso e, em casos graves, parto cesáreo.

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