Placenta Prévia: Diagnóstico e Conduta Clínica

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2026

Enunciado

P.L.M., 32 anos, GIII PII 2C A0, idade gestacional de 36 semanas, deu entrada em PSO com queixa de sangramento vaginal vermelho vivo, de início há 30 minutos. Nega dor, nega contração uterina. Ao exame físico: exame especular: colo uterino sem lesões, moderada quantidade de sangue coletado em fundo de saco posterior. BCF 140 bpm. PA: 100x70 mmHg; FC 85 bpm. De acordo com esse caso acima, o diagnóstico mais provável é de:

Alternativas

  1. A) Descolamento prematuro de placenta.
  2. B) Placenta prévia.
  3. C) Vasa prévia.
  4. D) Rotura de seio marginal.
  5. E) Rotura uterina.

Pérola Clínica

Sangramento indolor + vermelho vivo + tônus uterino normal = Placenta Prévia.

Resumo-Chave

A placenta prévia manifesta-se tipicamente no terceiro trimestre com sangramento súbito, indolor e sem hipertonia uterina, diferenciando-se do DPP pela ausência de dor.

Contexto Educacional

A placenta prévia ocorre quando a placenta se implanta no segmento inferior do útero, cobrindo total ou parcialmente o orifício interno do colo. É uma das principais causas de hemorragia na segunda metade da gestação. O diagnóstico é eminentemente clínico, corroborado pela ultrassonografia transabdominal ou transvaginal (esta última sendo segura e mais precisa para medir a distância da borda placentária ao orifício interno). O manejo depende da intensidade do sangramento, da estabilidade hemodinâmica materna e da idade gestacional. Em casos de sangramento escasso e prematuridade, opta-se pela conduta conservadora com repouso e corticoterapia. Sangramentos vultosos ou gestações a termo indicam interrupção, geralmente por via cesárea, especialmente em placentas oclusivas.

Perguntas Frequentes

Qual a tríade clássica da placenta prévia?

A apresentação clássica inclui sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, de início súbito, sem causa aparente e frequentemente recorrente, ocorrendo geralmente no terceiro trimestre.

Como diferenciar placenta prévia de DPP?

No Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) há dor abdominal intensa, hipertonia uterina (útero lenhoso) e sofrimento fetal agudo. Na placenta prévia, o útero está relaxado e o BCF costuma estar normal inicialmente.

Pode-se fazer toque vaginal na suspeita de placenta prévia?

Não. O toque vaginal é formalmente contraindicado até que a localização placentária seja confirmada por ultrassonografia, pois a manipulação pode romper vasos placentários e causar hemorragia materna massiva.

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