IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2021
Mulher de 30 anos, quartigesta, tercípara, com duas cesáreas anteriores, realiza ultrassom de rotina com 16 semanas que mostra placenta recobrindo o orifício interno do colo uterino. O diagnóstico e conduta são ;
Placenta recobrindo OCI < 28 sem = Inserção Baixa; repetir USG com 28 sem para reavaliação.
Antes de 28 semanas, a placenta que recobre o orifício interno do colo uterino é chamada de inserção baixa, pois há grande chance de migração placentária com o crescimento uterino. O diagnóstico definitivo de placenta prévia só é feito após 28 semanas.
A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino após 28 semanas de gestação. Antes desse período, o achado é denominado inserção baixa da placenta, pois a maioria dos casos se resolve espontaneamente devido à "migração" placentária com o desenvolvimento do segmento uterino inferior. O diagnóstico é feito por ultrassonografia. Fatores de risco incluem cesáreas anteriores, curetagens, multiparidade e idade materna avançada. A principal complicação é o sangramento vaginal indolor no segundo ou terceiro trimestre, que pode ser maciço e levar a choque hipovolêmico materno e sofrimento fetal. A conduta inicial para inserção baixa da placenta é o seguimento ultrassonográfico. Se a placenta prévia persistir após 28 semanas, o pré-natal torna-se de alto risco, com vigilância para sangramentos e planejamento do parto. Em casos de placenta prévia com cesáreas anteriores, há um risco aumentado de acretismo placentário, que deve ser investigado com exames complementares como a ressonância magnética, devido ao alto risco de hemorragia e histerectomia.
A inserção baixa da placenta é o achado ultrassonográfico antes de 28 semanas, onde a placenta está próxima ou recobrindo o orifício interno do colo. Placenta prévia é o diagnóstico definitivo após 28 semanas, quando a placenta permanece recobrindo o orifício interno.
A repetição do ultrassom com 28 semanas é crucial porque, em muitos casos, a placenta que estava baixa no segundo trimestre "migra" para uma posição mais alta devido ao crescimento do segmento uterino inferior, resolvendo a condição.
Acretismo deve ser investigado em pacientes com placenta prévia e fatores de risco, como cesáreas anteriores, curetagens uterinas ou cirurgias uterinas prévias, geralmente com ultrassom especializado ou ressonância magnética.
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