Placenta Prévia: Diagnóstico e Sinais Clínicos Chave

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Paciente feminina, 35 anos, G4PC3A0, IG:34 semanas, deu entrada na maternidade com quadro de sangramento vaginal moderado, indolor, BCF = 136bpm (regular), tônus uterino normal. Diante do quadro clínico descrito, qual a principal hipótese diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Rotura de vasa prévia
  2. B) Descolamento prematuro de placenta
  3. C) Placenta prévia
  4. D) Rotura uterina

Pérola Clínica

Sangramento vaginal indolor no 3º trimestre com BCF e tônus uterino normais → Placenta Prévia.

Resumo-Chave

A placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, no segundo ou terceiro trimestre, sem alterações no tônus uterino ou sofrimento fetal. A história de cesarianas anteriores é um fator de risco importante.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica na qual a placenta se insere total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino. É uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre, afetando cerca de 0,5% das gestações. Sua importância clínica reside no risco de sangramento materno grave e complicações fetais, como prematuridade. A fisiopatologia está associada a fatores que alteram a vascularização endometrial ou a implantação do blastocisto, como cicatrizes uterinas (especialmente de cesarianas anteriores), multiparidade e idade materna avançada. O sangramento ocorre devido ao descolamento de parte da placenta do segmento inferior do útero à medida que este se forma e se dilata no final da gestação. O diagnóstico é primariamente feito por ultrassonografia, que deve ser realizada em qualquer caso de sangramento vaginal no segundo ou terceiro trimestre. O tratamento depende da idade gestacional, da quantidade de sangramento e da estabilidade materna e fetal. Em gestações a termo ou com sangramento incontrolável, a cesariana é a via de parto preferencial. Em casos de gestação pré-termo e sangramento leve, pode-se optar por conduta expectante com monitorização rigorosa.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para placenta prévia?

Os principais fatores de risco para placenta prévia incluem cesariana anterior, multiparidade, idade materna avançada, tabagismo, gestação múltipla e curetagem uterina prévia. A cicatriz uterina é um fator significativo.

Como diferenciar placenta prévia de descolamento prematuro de placenta (DPP)?

A placenta prévia causa sangramento indolor, vermelho vivo, com útero relaxado e BCF normal. A DPP, por outro lado, apresenta sangramento escuro, dor abdominal intensa, hipertonia uterina e frequentemente sofrimento fetal.

Qual o manejo inicial de uma paciente com suspeita de placenta prévia?

O manejo inicial inclui avaliação da vitalidade materna e fetal, estabilização hemodinâmica se necessário, e confirmação diagnóstica por ultrassonografia. O toque vaginal é contraindicado até exclusão da placenta prévia para evitar sangramento maciço.

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