Placenta Prévia: Diagnóstico e Conduta no Sangramento

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020

Enunciado

Paciente GII PCI, Idade Gestacional (IG) de 32 semanas, procurou o pronto-socorro com queixa de sangramento há 30 minutos em pequena quantidade. Nega queixas álgicas, contrações e trauma abdominal. Ao exame: AFU 30 cm, BCF 140 bpm, tônus uterino normal, exame especular com sangramento em pequena quantidade. A hipótese diagnóstica mais provável e conduta são:

Alternativas

  1. A) placenta prévia. Solicitar ecografia.
  2. B) descolamento prematuro de placenta. Solicitar ecografia.
  3. C) placenta prévia. Interrupção da gestação.
  4. D) descolamento de placenta. Interrupção da gestação.

Pérola Clínica

Sangramento vaginal indolor no terceiro trimestre com tônus uterino normal → suspeita de placenta prévia. Conduta inicial: ecografia.

Resumo-Chave

A placenta prévia é a causa mais comum de sangramento vaginal indolor no terceiro trimestre. A ausência de dor abdominal, contrações e hipertonia uterina, juntamente com um BCF normal, diferencia-a do descolamento prematuro de placenta. A confirmação diagnóstica é feita por ultrassonografia.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica séria, definida pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino, podendo cobri-lo total ou parcialmente. É uma das principais causas de hemorragia anteparto, com uma incidência que varia de 0,3% a 0,5% das gestações, sendo mais comum em multíparas, gestações múltiplas, história de cesariana anterior e idade materna avançada. O reconhecimento precoce é crucial para a segurança materno-fetal. A fisiopatologia envolve a implantação anormal do blastocisto na parte inferior do útero. O diagnóstico é primariamente ultrassonográfico, sendo a via transvaginal mais precisa para determinar a relação da placenta com o orifício interno do colo. A suspeita clínica surge com sangramento vaginal indolor no segundo ou terceiro trimestre. É fundamental diferenciar de outras causas de sangramento, como o descolamento prematuro de placenta, que apresenta dor e hipertonia uterina. O manejo da placenta prévia depende da idade gestacional, da quantidade de sangramento e da estabilidade hemodinâmica da mãe e do feto. Em casos de sangramento leve e gestação pré-termo, pode-se optar por conduta expectante com repouso e monitoramento. Em gestações a termo ou sangramento intenso, a interrupção da gestação por cesariana é a via de parto de escolha, devido ao risco de hemorragia maciça. A preparação para transfusão sanguínea é essencial.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da placenta prévia?

A placenta prévia classicamente se manifesta como sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, que ocorre no segundo ou terceiro trimestre da gestação. Geralmente não há dor abdominal, contrações uterinas ou alteração do tônus uterino.

Qual a conduta inicial para uma gestante com suspeita de placenta prévia?

A conduta inicial é estabilizar a paciente, monitorar os sinais vitais maternos e fetais, e realizar uma ultrassonografia para confirmar o diagnóstico e localizar a placenta. O toque vaginal é contraindicado até que a placenta prévia seja excluída.

Como diferenciar placenta prévia de descolamento prematuro de placenta (DPP)?

A placenta prévia causa sangramento indolor, enquanto o DPP geralmente cursa com sangramento doloroso, dor abdominal intensa, hipertonia uterina e, muitas vezes, sofrimento fetal. A ultrassonografia é fundamental para o diagnóstico diferencial.

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