HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2022
Nos casos de placenta percreta a conduta é:
Placenta percreta → invasão total miométrio e serosa → histerectomia periparto para evitar hemorragia maciça.
A placenta percreta é a forma mais grave de acretismo placentário, onde as vilosidades coriônicas invadem completamente o miométrio e atingem a serosa, podendo até invadir órgãos adjacentes. A tentativa de remoção manual da placenta é contraindicada devido ao risco de hemorragia maciça e choque hipovolêmico, tornando a histerectomia periparto a conduta de escolha para salvar a vida materna.
A placenta percreta representa a forma mais grave do espectro do acretismo placentário, uma condição em que há aderência anormal da placenta ao miométrio devido à ausência ou deficiência da decídua basal. Sua incidência tem aumentado significativamente, principalmente devido ao aumento das taxas de cesariana, sendo uma das principais causas de hemorragia pós-parto grave e morbimortalidade materna. É crucial que residentes e profissionais de obstetrícia estejam aptos a reconhecer e manejar essa condição. O diagnóstico de acretismo placentário é frequentemente suspeitado durante o pré-natal por ultrassonografia e ressonância magnética, especialmente em pacientes com fatores de risco como placenta prévia e histórico de cesarianas. A placenta percreta é caracterizada pela invasão das vilosidades coriônicas através de toda a espessura do miométrio, podendo atingir a serosa e órgãos adjacentes como a bexiga. A suspeita clínica durante o parto, quando a placenta não se desprende espontaneamente, é um sinal de alerta. A conduta na placenta percreta é a histerectomia periparto, preferencialmente planejada e realizada por uma equipe multidisciplinar. A tentativa de extração manual da placenta é contraindicada, pois pode desencadear hemorragia maciça e choque hipovolêmico. O manejo envolve estabilização hemodinâmica, transfusão de hemoderivados e, em casos selecionados e com desejo de preservação da fertilidade, técnicas conservadoras podem ser consideradas, embora com riscos elevados.
Os tipos de acretismo são acreta (invasão do miométrio), increta (invasão profunda do miométrio) e percreta (invasão total do miométrio e serosa, podendo atingir órgãos adjacentes). A gravidade e a conduta variam conforme o grau de invasão.
A histerectomia é a conduta padrão porque a placenta percreta adere tão firmemente ao útero que a tentativa de remoção manual resultaria em hemorragia maciça e potencialmente fatal. A remoção do útero com a placenta in situ é a forma mais segura de controlar o sangramento.
Os principais fatores de risco incluem placenta prévia, cesarianas anteriores (especialmente múltiplas), cirurgias uterinas prévias (miomectomia), idade materna avançada e multiparidade. O risco aumenta exponencialmente com o número de cesarianas prévias em pacientes com placenta prévia.
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