Placenta Humana: Tipo Hemocorial e Funções Endócrinas

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022

Enunciado

Em relação as alterações endócrinas durante a gravidez, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A produção de estrogênio aumenta muito durante a gestação (1000 vezes), sendo que a maior quantidade produzida pela placenta é de estrona esteroide fraco.
  2. B) O sulfato de Deidroepiandrosterona (DHEAS) é secretado em grande quantidade pela suprarrenal fetal e convertido em 19alfa-hidroxialdosterona no fígado fetal, que são convertidos na placenta, nos demais estrogênios.
  3. C) O Hormônio Gonadotrófico Coriônico (hCG), o Hormônio Lactogênio Placentário (hPL), o hormônio de crescimento placentário (GH), a ativina e a inibina são os hormônios secretados pelo embrioblasto.
  4. D) A placenta humana é do tipo hemocorial, ou seja, o sangue materno conduzido pelas artérias espiraladas para o espaço interviloso está em contato direto com as vilosidades coriônicas que contêm os capilares fetais.

Pérola Clínica

Placenta humana = tipo hemocorial: sangue materno em contato direto com vilosidades coriônicas fetais.

Resumo-Chave

A placenta humana é do tipo hemocorial, o que significa que o sangue materno no espaço interviloso está em contato direto com as vilosidades coriônicas que contêm os capilares fetais. Essa característica é fundamental para a eficiente troca de nutrientes, gases e resíduos entre mãe e feto.

Contexto Educacional

As alterações endócrinas durante a gravidez são complexas e essenciais para a manutenção da gestação e o desenvolvimento fetal. A placenta desempenha um papel central como um órgão endócrino temporário, produzindo uma vasta gama de hormônios que modulam a fisiologia materna e fetal. Compreender a estrutura e função da placenta é fundamental para entender essas adaptações. A placenta humana é classificada como hemocorial, uma característica que otimiza a eficiência das trocas de nutrientes, oxigênio e resíduos metabólicos entre a mãe e o feto. Essa íntima relação entre o sangue materno e as vilosidades coriônicas é crucial para o crescimento e desenvolvimento fetal. Além disso, a placenta é responsável pela síntese de hormônios esteroides, como progesterona e estrogênios, e peptídicos, como hCG e hPL, que regulam diversas funções maternas e fetais. O conhecimento detalhado dessas alterações é vital para a prática clínica e para a compreensão de patologias gestacionais. A esteroidogênese placentária, por exemplo, depende da cooperação entre a placenta e as adrenais fetais e maternas. Dominar esses conceitos permite aos estudantes e residentes entenderem a base fisiológica da gravidez e as implicações de disfunções placentárias.

Perguntas Frequentes

O que significa a placenta ser do tipo hemocorial?

Significa que o sangue materno, que flui pelas artérias espiraladas para o espaço interviloso, entra em contato direto com a superfície das vilosidades coriônicas, onde estão os capilares fetais. Isso facilita as trocas materno-fetais.

Quais são os principais hormônios produzidos pela placenta?

Os principais hormônios placentários incluem o Hormônio Gonadotrófico Coriônico (hCG), o Hormônio Lactogênio Placentário (hPL), progesterona e estrogênios (principalmente estriol), além de outros como o hormônio de crescimento placentário (GH).

Como ocorre a produção de estrogênios na gravidez?

A placenta não possui todas as enzimas para sintetizar estrogênios do zero. Ela utiliza precursores androgênicos (como o DHEAS) produzidos pelas adrenais maternas e fetais, que são convertidos em estrogênios (principalmente estriol) na placenta, em um processo conhecido como unidade fetoplacentária.

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