AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
A placenta acreta é uma aderência anormal da placenta à parede uterina, causada pela deciduação inadequada do leito placentário em endométrio hipoplásico, levando à inserção direta da placenta no miométrio. O diagnóstico da placenta acreta é vital, em razão dos extensivos reparos do parto que devem ser realizados para minimizar morbidade e mortalidade maternas. O sinal ultrassonográfico mais preditivo de placenta acreta é
Placenta acreta → Sinal ultrassonográfico mais preditivo: presença de espaços vasculares na placenta (lacunas placentárias).
A placenta acreta é uma condição grave caracterizada pela aderência anormal da placenta ao miométrio. O diagnóstico pré-natal por ultrassonografia é crucial para o planejamento do parto. Entre os sinais ultrassonográficos, a presença de múltiplas lacunas vasculares irregulares dentro da placenta (também conhecidas como 'lacunas placentárias' ou 'lagos venosos') é considerada o sinal mais preditivo.
A placenta acreta é uma complicação obstétrica grave, caracterizada pela implantação anormalmente profunda da placenta na parede uterina, devido à deficiência da decídua basal. Essa condição está associada a um alto risco de hemorragia maciça no pós-parto, necessidade de histerectomia e morbidade materna significativa, incluindo lesões de órgãos adjacentes e necessidade de transfusões sanguíneas. Sua incidência tem aumentado devido ao aumento das taxas de cesariana. O diagnóstico pré-natal da placenta acreta é fundamental para o planejamento adequado do parto e para a redução da morbidade e mortalidade maternas. A ultrassonografia transabdominal e transvaginal, frequentemente complementada pelo Doppler colorido, é a principal ferramenta diagnóstica. O sinal ultrassonográfico mais preditivo e consistentemente relatado é a presença de múltiplas lacunas vasculares irregulares (lacunas placentárias) dentro do parênquima placentário, que representam vasos sanguíneos dilatados e tortuosos. Outros sinais importantes incluem a perda da zona hipoecoica retroplacentária (também conhecida como 'clear zone'), o afilamento ou descontinuidade do miométrio, a protrusão da placenta para a bexiga e o aumento da vascularização na interface útero-bexiga. A ressonância magnética (RM) pode ser utilizada como método complementar, especialmente em casos de placenta posterior ou quando a ultrassonografia é inconclusiva, fornecendo informações adicionais sobre a extensão da invasão. O manejo da placenta acreta geralmente envolve um parto planejado em centro de referência, com equipe multidisciplinar e preparo para histerectomia.
Placenta acreta é a aderência anormal da placenta ao miométrio. Os tipos incluem acreta (invade o miométrio), increta (penetra profundamente no miométrio) e percreta (atravessa todo o miométrio, podendo atingir órgãos adjacentes).
Os principais fatores de risco são placenta prévia, cesariana anterior (especialmente múltiplas), cirurgias uterinas prévias, curetagens, idade materna avançada e multiparidade.
Outros sinais incluem a perda da zona hipoecoica retroplacentária (espaço claro entre placenta e miométrio), miométrio afilado ou descontinuado, protrusão da placenta para a bexiga e aumento da vascularização na interface útero-bexiga ao Doppler.
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