Pitiríase Versicolor: Diagnóstico e Tratamento com Fluconazol

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022

Enunciado

Mulher de 30 anos, sem doenças prévias, vem à consulta devido a máculas em região dorsal há 3 semanas. Relata que são lesões brancas, descamativas e não pruriginosas. Nega dor local. Não notou nenhum fator desencadeante e não tem feito uso de qualquer medicação. Ao exame, apresentam-se como máculas de descamação fina, hipocrômicas, ovaladas, de cerca de 0,5 cm, distribuídas na região posterior do tórax da paciente. Não apresenta alteração de sensibilidade local. O raspado da lesão, preparado com hidróxido de potássio a 10%, mostra leveduras e pseudo-hifas curtas e septadas, semelhantes a cachos de uvas. O tratamento desta entidade pode ser feito com

Alternativas

  1. A) talidomida.
  2. B) fluconazol.
  3. C) prednisona.
  4. D) rifampicina.
  5. E) deltametrina.

Pérola Clínica

Pitiríase versicolor → máculas hipocrômicas descamativas + KOH com "cachos de uvas" (leveduras e pseudo-hifas) = tratar com antifúngico.

Resumo-Chave

A pitiríase versicolor, causada por Malassezia furfur, manifesta-se com lesões hipocrômicas ou hipercrômicas e descamativas. O diagnóstico é confirmado pelo exame micológico direto com KOH, que revela as características leveduras e pseudo-hifas. O tratamento com fluconazol é eficaz para erradicar o fungo.

Contexto Educacional

A pitiríase versicolor, também conhecida como tinea versicolor, é uma infecção fúngica superficial comum da pele causada por leveduras do gênero Malassezia, principalmente Malassezia furfur. É mais prevalente em climas quentes e úmidos, afetando adolescentes e adultos jovens. A condição é clinicamente importante devido às alterações estéticas que provoca, embora seja geralmente assintomática ou cause prurido leve. O diagnóstico é primariamente clínico, observando-se máculas hipo ou hiperpigmentadas com descamação fina, que podem ser exacerbadas pela exposição solar. A confirmação laboratorial é feita pelo exame micológico direto das escamas com KOH a 10%, que revela as características leveduras arredondadas e pseudo-hifas curtas, um achado patognomônico. É fundamental diferenciar de outras condições que causam hipocromia, como vitiligo ou pitiríase alba. O tratamento visa erradicar o fungo e pode ser tópico, com agentes como sulfeto de selênio ou cetoconazol, ou sistêmico, com antifúngicos orais como fluconazol ou itraconazol, especialmente em casos de lesões extensas, recorrentes ou refratárias ao tratamento tópico. A repigmentação da pele pode levar semanas ou meses após o tratamento eficaz, sendo importante orientar o paciente sobre a persistência da hipocromia residual.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da pitiríase versicolor?

A pitiríase versicolor é caracterizada por máculas hipocrômicas ou hipercrômicas, finamente descamativas, geralmente localizadas no tronco e pescoço, que não bronzeiam.

Como é feito o diagnóstico laboratorial da pitiríase versicolor?

O diagnóstico é confirmado pelo exame micológico direto com hidróxido de potássio (KOH), que revela a presença de leveduras e pseudo-hifas curtas e septadas, classicamente descritas como "espaguete e almôndegas" ou "cachos de uvas".

Qual o tratamento de escolha para pitiríase versicolor?

O tratamento pode ser tópico (sulfeto de selênio, cetoconazol) para casos leves ou sistêmico (fluconazol, itraconazol) para casos extensos ou recorrentes, como o fluconazol.

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