Pitiríase Rósea: Diagnóstico e Sinais Chave na Criança

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

Menino, 8a, é trazido para avaliação na Unidade Básica de Saúde com história de manchas vermelhas pelo corpo há três semanas. Mãe refere aparecimento de lesão eritematosa de formato ovalado com 3cm de diâmetro em transição tóraco-abdominal no início do quadro. Há duas semanas, refere aparecimento de erupção generalizada e simétrica em tronco e membros com lesões róseas ligeiramente elevadas, ovaladas, menores de 1cm, recobertas por uma fina escama. Algumas apresentam uma área central mais clara. Nega prurido ou outras queixas. Refere uso de loratadina por 10 dias, sem melhora. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Alternativas

Pérola Clínica

Pitiríase rósea: lesão heráldica (placa-mãe) → erupção secundária em "árvore de natal" com escama fina.

Resumo-Chave

A pitiríase rósea é uma dermatose inflamatória aguda, autolimitada, caracterizada pela lesão "placa-mãe" que precede a erupção generalizada. A distribuição das lesões no tronco e membros, seguindo as linhas de clivagem da pele, é típica e lembra um pinheiro de natal.

Contexto Educacional

A pitiríase rósea de Gibert é uma dermatose inflamatória aguda, benigna e autolimitada, comum em crianças e adultos jovens. Sua etiologia é incerta, mas há forte associação com infecções virais, especialmente da família do herpesvírus humano (HHV-6 e HHV-7). É importante reconhecer essa condição para evitar tratamentos desnecessários e tranquilizar os pacientes e seus familiares. O diagnóstico da pitiríase rósea baseia-se principalmente na clínica. A história de uma lesão precursora (placa-mãe) que surge dias ou semanas antes da erupção generalizada é um achado clássico. As lesões secundárias são tipicamente róseas, ovaladas, com uma fina escama na periferia (colarete de escama) e se distribuem de forma simétrica, frequentemente seguindo as linhas de clivagem da pele, o que confere o aspecto de "árvore de natal" no dorso. O tratamento é geralmente sintomático, visando o alívio do prurido, que pode ser leve ou ausente. Anti-histamínicos orais e corticoides tópicos de baixa potência podem ser utilizados. A condição resolve-se espontaneamente em 6 a 8 semanas, embora possa persistir por mais tempo em alguns casos. É crucial o diagnóstico correto para evitar biópsias ou tratamentos antifúngicos desnecessários, e para diferenciar de condições como sífilis secundária, que requerem investigação e tratamento específicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais característicos da pitiríase rósea?

A pitiríase rósea é caracterizada por uma lesão inicial maior, a "placa-mãe" ou lesão heráldica, seguida por uma erupção generalizada de lesões menores, ovaladas, com escama fina, que se distribuem no tronco e membros em um padrão que lembra uma "árvore de natal".

Qual o tratamento para pitiríase rósea?

A pitiríase rósea é uma condição autolimitada, geralmente resolvendo-se em 6-8 semanas. O tratamento é sintomático, focado no alívio do prurido, se presente, com anti-histamínicos orais ou corticoides tópicos leves.

Como diferenciar pitiríase rósea de outras dermatoses?

O diagnóstico diferencial inclui tinea corporis, sífilis secundária, psoríase gutata e reações a medicamentos. A presença da placa-mãe, a ausência de prurido intenso e a distribuição das lesões são pontos chave para a diferenciação.

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