UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Menina, 10 anos, apresentou lesão eritemato-descamativa ovalada de 6cm no tórax. Após 2 semanas, apareceram lesões semelhantes e menores, localizadas no tronco. Não houve acometimento palmoplantar e o quadro teve involução espontânea após 2 meses. Pode-se afirmar que a principal hipótese diagnóstica é:
Pitiríase rósea: lesão "mãe" ovalada → lesões menores no tronco, autolimitada (6-8 semanas).
A pitiríase rósea é uma dermatose inflamatória aguda, autolimitada, caracterizada por uma lesão inicial maior ("lesão mãe" ou medalhão heráldico) seguida por lesões menores e ovais no tronco, com descamação fina. É comum em crianças e adultos jovens.
A pitiríase rósea é uma dermatose inflamatória aguda de etiologia desconhecida, embora haja forte suspeita de associação com infecções virais, como o herpesvírus humano 6 e 7. É mais comum em crianças e adultos jovens, apresentando um curso benigno e autolimitado, o que a torna um tema relevante para a prática clínica e provas de residência. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história de uma lesão precursora (lesão "mãe" ou medalhão heráldico), que é maior e surge dias ou semanas antes das lesões secundárias. Estas últimas são pápulas e placas eritemato-descamativas menores, ovais, que se distribuem predominantemente no tronco e na porção proximal dos membros, muitas vezes seguindo as linhas de clivagem da pele, o que confere o clássico padrão em "árvore de natal". A ausência de acometimento palmoplantar é um dado importante para o diagnóstico diferencial. O tratamento da pitiríase rósea é primariamente de suporte, visando o alívio dos sintomas, principalmente o prurido, que pode ser leve a intenso. Anti-histamínicos orais e corticosteroides tópicos de baixa potência podem ser utilizados. A doença regride espontaneamente em cerca de 6 a 8 semanas, sem deixar cicatrizes, embora possa ocorrer hiperpigmentação ou hipopigmentação pós-inflamatória transitória. É crucial tranquilizar o paciente sobre a natureza benigna e autolimitada da condição.
Os sinais clássicos incluem uma lesão inicial maior, ovalada e eritemato-descamativa ("lesão mãe" ou medalhão heráldico), seguida por lesões menores e semelhantes no tronco, frequentemente dispostas em "árvore de natal".
A pitiríase rósea é uma doença autolimitada, com duração média de 6 a 8 semanas. O tratamento é sintomático, visando aliviar o prurido com anti-histamínicos ou corticosteroides tópicos.
A diferenciação envolve considerar tinea corporis (geralmente com bordas mais ativas e crescimento centrífugo), sífilis secundária (com acometimento palmoplantar e outras manifestações sistêmicas) e psoríase gutata (lesões menores, mais numerosas e sem lesão mãe).
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