Pitiríase Rósea: Diagnóstico Clínico e Características Chave

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020

Enunciado

Paciente feminina, 19 anos de idade, procura atendimento na UBS referindo o aparecimento, há 2 semanas, de uma mancha em braço esquerdo, não pruriginosa e que, há 2 dias, houve um aumento no número das lesões. Nega febre, uso de medicamentos, contato com animais, ou quadro semelhante, em familiares e pessoas próximas. Ao exame, apresenta uma mácula eritemato-descamativa de 8 cm de diâmetro em membro superior esquerdo e múltiplas lesões ovalares menores, eritemato-descamativas, disseminadas em tronco e raiz dos membros. A face estava poupada. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o diagnóstico.

Alternativas

  1. A) Eczema de contato.
  2. B) Psoríase vulgar.
  3. C) Ptiríase rósea.
  4. D) Tinea corporis.
  5. E) Urticária.

Pérola Clínica

Mancha heráldica + lesões ovalares descamativas em 'árvore de natal' no tronco/membros, face poupada → Pitiríase rósea.

Resumo-Chave

A descrição clássica de uma lesão inicial maior ('mancha heráldica') seguida por múltiplas lesões ovalares menores, eritemato-descamativas, com distribuição característica em 'árvore de natal' no tronco e raiz dos membros, poupando a face, é altamente sugestiva de pitiríase rósea.

Contexto Educacional

A pitiríase rósea é uma dermatose inflamatória aguda, autolimitada, comum em jovens adultos, caracterizada por lesões eritemato-descamativas. A etiologia é incerta, mas há forte associação com infecção por herpesvírus humanos (HHV-6 e HHV-7). Não é contagiosa e geralmente não causa sintomas sistêmicos, exceto por prurido leve em alguns casos. O diagnóstico é essencialmente clínico. Inicia-se com uma 'mancha heráldica' ou 'placa-mãe', uma lesão ovalar maior, eritematosa com descamação periférica, que aparece dias ou semanas antes das lesões secundárias. As lesões secundárias são menores, ovalares, com o eixo maior seguindo as linhas de clivagem da pele (linhas de Langer), conferindo um padrão de 'árvore de natal' no tronco e raiz dos membros. A face, palmas e plantas são geralmente poupadas. O curso da doença é benigno e autolimitado, resolvendo-se espontaneamente em 6 a 8 semanas. O tratamento é sintomático, visando aliviar o prurido com anti-histamínicos orais e corticosteroides tópicos leves. É importante diferenciar de outras condições como sífilis secundária, tinea corporis e psoríase gutata, que podem ter apresentações semelhantes.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da pitiríase rósea?

A pitiríase rósea geralmente começa com uma 'mancha heráldica' (lesão maior, ovalar, eritemato-descamativa), seguida por múltiplas lesões menores, ovalares, com descamação fina, distribuídas predominantemente no tronco e raiz dos membros, com um padrão que lembra uma 'árvore de natal'.

Qual a importância da 'mancha heráldica' no diagnóstico da pitiríase rósea?

A mancha heráldica é a lesão inicial, maior e que precede as demais lesões em 1 a 2 semanas. Sua identificação é um forte indício diagnóstico, embora nem sempre esteja presente ou seja notada pelo paciente.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais da pitiríase rósea?

Os principais diagnósticos diferenciais incluem sífilis secundária (especialmente se envolver palmas e plantas), tinea corporis (geralmente com bordas mais ativas e crescimento centrífugo), eczema numular, psoríase gutata e reações a medicamentos.

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