FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
A pirimetamina, usada no tratamento da toxoplasmose na criança, pode causar supressão da medula óssea. Para a prevenção desse efeito, qual a medicação que deve ser usada concomitantemente?
Pirimetamina na toxoplasmose → supressão medula óssea. Prevenção = Ácido folínico (leucovorina).
A pirimetamina é um antagonista do folato, inibindo a diidrofolato redutase e, consequentemente, a síntese de DNA, o que pode levar à mielossupressão. O ácido folínico (leucovorina) é uma forma reduzida e ativa de folato que contorna esse bloqueio enzimático, protegendo as células da medula óssea sem comprometer a eficácia antiparasitária.
A pirimetamina é um medicamento antiparasitário crucial no tratamento da toxoplasmose, uma infecção causada pelo Toxoplasma gondii. Sua importância reside na capacidade de atuar contra o parasita, especialmente em cenários como a toxoplasmose congênita ou em pacientes imunocomprometidos. Contudo, seu mecanismo de ação, que envolve a inibição da diidrofolato redutase, uma enzima essencial para a síntese de folato e, consequentemente, de DNA, acarreta um risco significativo de mielossupressão. A mielossupressão manifesta-se como anemia, leucopenia e trombocitopenia, comprometendo a capacidade da medula óssea de produzir células sanguíneas. Para mitigar esse efeito adverso, a administração concomitante de ácido folínico (leucovorina) é fundamental. O ácido folínico é uma forma reduzida e ativa de folato que contorna o bloqueio enzimático da pirimetamina, fornecendo os precursores necessários para a síntese de DNA nas células humanas, sem interferir na ação antiparasitária do medicamento. A compreensão dessa interação farmacológica é vital para residentes, garantindo a segurança e a eficácia do tratamento. A diferenciação entre ácido folínico e ácido fólico é um ponto crítico, pois o ácido fólico não seria eficaz na presença da pirimetamina. O manejo adequado da toxoplasmose, com a profilaxia da mielossupressão, reflete um conhecimento aprofundado da farmacologia e da prática clínica.
A pirimetamina pode causar supressão da medula óssea, levando a anemia, leucopenia e trombocitopenia, devido à sua ação como antagonista do folato, que interfere na síntese de DNA das células hematopoéticas.
O ácido folínico (leucovorina) é uma forma ativa de folato que não requer a enzima diidrofolato redutase, a qual é inibida pela pirimetamina. O ácido fólico, por outro lado, precisa dessa enzima para ser metabolizado e, portanto, seria ineficaz na presença da pirimetamina.
A pirimetamina é um medicamento antiparasitário usado principalmente no tratamento da toxoplasmose, especialmente em pacientes imunocomprometidos (como HIV/AIDS) e na toxoplasmose congênita, frequentemente em combinação com sulfadiazina.
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