Pirimetamina e Mielossupressão: Prevenção com Ácido Folínico

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024

Enunciado

A pirimetamina, usada no tratamento da toxoplasmose na criança, pode causar supressão da medula óssea. Para a prevenção desse efeito, qual a medicação que deve ser usada concomitantemente?

Alternativas

  1. A) Ácido folínico.
  2. B) Sulfato de magnésio.
  3. C) Sulfato ferroso.
  4. D) Ácido fólico.
  5. E) Carbonato de cálcio.

Pérola Clínica

Pirimetamina na toxoplasmose → supressão medula óssea. Prevenção = Ácido folínico (leucovorina).

Resumo-Chave

A pirimetamina é um antagonista do folato, inibindo a diidrofolato redutase e, consequentemente, a síntese de DNA, o que pode levar à mielossupressão. O ácido folínico (leucovorina) é uma forma reduzida e ativa de folato que contorna esse bloqueio enzimático, protegendo as células da medula óssea sem comprometer a eficácia antiparasitária.

Contexto Educacional

A pirimetamina é um medicamento antiparasitário crucial no tratamento da toxoplasmose, uma infecção causada pelo Toxoplasma gondii. Sua importância reside na capacidade de atuar contra o parasita, especialmente em cenários como a toxoplasmose congênita ou em pacientes imunocomprometidos. Contudo, seu mecanismo de ação, que envolve a inibição da diidrofolato redutase, uma enzima essencial para a síntese de folato e, consequentemente, de DNA, acarreta um risco significativo de mielossupressão. A mielossupressão manifesta-se como anemia, leucopenia e trombocitopenia, comprometendo a capacidade da medula óssea de produzir células sanguíneas. Para mitigar esse efeito adverso, a administração concomitante de ácido folínico (leucovorina) é fundamental. O ácido folínico é uma forma reduzida e ativa de folato que contorna o bloqueio enzimático da pirimetamina, fornecendo os precursores necessários para a síntese de DNA nas células humanas, sem interferir na ação antiparasitária do medicamento. A compreensão dessa interação farmacológica é vital para residentes, garantindo a segurança e a eficácia do tratamento. A diferenciação entre ácido folínico e ácido fólico é um ponto crítico, pois o ácido fólico não seria eficaz na presença da pirimetamina. O manejo adequado da toxoplasmose, com a profilaxia da mielossupressão, reflete um conhecimento aprofundado da farmacologia e da prática clínica.

Perguntas Frequentes

Qual a principal complicação hematológica da pirimetamina?

A pirimetamina pode causar supressão da medula óssea, levando a anemia, leucopenia e trombocitopenia, devido à sua ação como antagonista do folato, que interfere na síntese de DNA das células hematopoéticas.

Por que o ácido folínico é preferível ao ácido fólico para prevenir a mielossupressão?

O ácido folínico (leucovorina) é uma forma ativa de folato que não requer a enzima diidrofolato redutase, a qual é inibida pela pirimetamina. O ácido fólico, por outro lado, precisa dessa enzima para ser metabolizado e, portanto, seria ineficaz na presença da pirimetamina.

Em quais situações a pirimetamina é comumente utilizada?

A pirimetamina é um medicamento antiparasitário usado principalmente no tratamento da toxoplasmose, especialmente em pacientes imunocomprometidos (como HIV/AIDS) e na toxoplasmose congênita, frequentemente em combinação com sulfadiazina.

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