HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2024
Sobre os efeitos extraglicêmicos dos fármacos utilizados no tratamento do Diabetes Mellitus 2, assinale a alternativa CORRETA:
Pioglitazona ↑ risco de fraturas ósseas, especialmente em mulheres pós-menopausa.
A pioglitazona, uma tiazolidinediona, é conhecida por aumentar o risco de fraturas ósseas, especialmente em mulheres pós-menopausa, devido a seus efeitos na remodelação óssea. Outras alternativas estão incorretas: inibidores SGLT-2 podem aumentar ligeiramente o LDL-c, agonistas GLP-1 geralmente aumentam a frequência cardíaca, e a linagliptina (um inibidor DPP-4) não causa vasoconstrição aferente renal.
O tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) evoluiu para além do controle glicêmico, com foco nos efeitos extraglicêmicos dos fármacos, especialmente os cardiovasculares e renais. É crucial para o residente conhecer esses efeitos para uma escolha terapêutica individualizada. A pioglitazona, uma tiazolidinediona, atua como agonista dos receptores PPAR-gama, melhorando a sensibilidade à insulina. No entanto, seus efeitos adversos incluem ganho de peso, edema, risco de insuficiência cardíaca e, notavelmente, um aumento do risco de fraturas ósseas, especialmente em mulheres na pós-menopausa, devido a alterações na remodelação óssea. Em contraste, os inibidores do SGLT-2 (gliflozinas) e os agonistas do GLP-1 são valorizados por seus benefícios cardiovasculares e renais. Os inibidores SGLT-2 podem, paradoxalmente, causar um leve aumento no LDL-c, enquanto os agonistas do GLP-1 tendem a aumentar discretamente a frequência cardíaca, apesar de seus efeitos protetores cardiovasculares globais. A linagliptina, um inibidor da DPP-4, é neutra em relação à função renal e não causa vasoconstrição aferente. O conhecimento desses detalhes permite uma prescrição mais segura e eficaz.
Além de melhorar a sensibilidade à insulina, a pioglitazona pode causar ganho de peso, edema, insuficiência cardíaca congestiva e aumento do risco de fraturas ósseas, especialmente em mulheres pós-menopausa.
Inibidores SGLT-2 (gliflozinas) são conhecidos por seus benefícios cardiovasculares e renais, mas podem causar um leve aumento nos níveis de LDL-c. Eles promovem diurese osmótica e natriurese, reduzindo a pressão arterial e o peso.
Os agonistas do GLP-1, como liraglutida e semaglutida, geralmente causam um pequeno aumento na frequência cardíaca. Apesar disso, eles demonstraram benefícios cardiovasculares em pacientes com DM2 e doença cardiovascular estabelecida.
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