UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
Homem, 64 anos de idade, é avaliado por diabetes mellitus tipo 2. Antecedentes pessoais: HAS, insuficiência cardíaca. Qual medicação é contraindicada neste caso?
Pioglitazona (tiazolidinediona) é contraindicada em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) devido ao risco de retenção hídrica e piora da IC.
A pioglitazona, uma tiazolidinediona, é conhecida por causar retenção hídrica e pode precipitar ou agravar a insuficiência cardíaca. Por isso, é formalmente contraindicada em pacientes com qualquer grau de insuficiência cardíaca, especialmente na presença de DM2 e HAS.
O manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) em pacientes com comorbidades cardiovasculares, como hipertensão arterial sistêmica (HAS) e insuficiência cardíaca (IC), exige uma seleção cuidadosa dos agentes antidiabéticos. O objetivo é não apenas controlar a glicemia, mas também evitar a piora das condições cardiovasculares e, idealmente, oferecer benefícios adicionais. A pioglitazona, uma tiazolidinediona, atua aumentando a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos. No entanto, seu uso está associado à retenção de líquidos e ao aumento do risco de edema e descompensação da insuficiência cardíaca. Por essa razão, a pioglitazona é formalmente contraindicada em pacientes com insuficiência cardíaca de qualquer classe funcional, conforme as diretrizes atuais. Em contraste, outras classes de medicamentos para DM2, como os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2) e os agonistas do receptor de GLP-1, têm demonstrado benefícios cardiovasculares significativos, incluindo redução de eventos cardiovasculares adversos maiores e hospitalizações por insuficiência cardíaca. A escolha da medicação deve sempre considerar o perfil de comorbidades do paciente e as evidências de segurança e eficácia cardiovascular.
A pioglitazona, uma tiazolidinediona, promove a retenção de sódio e água nos túbulos renais, o que pode levar ao aumento do volume intravascular e precipitar ou agravar a insuficiência cardíaca, aumentando o risco de descompensação.
Inibidores de SGLT2 (ex: empagliflozina, dapagliflozina) e agonistas de GLP-1 (ex: liraglutida, semaglutida) demonstraram benefícios cardiovasculares, incluindo redução de hospitalizações por IC, e são preferíveis em pacientes com DM2 e IC.
As principais classes incluem biguanidas (metformina), sulfonilureias (glicazida), tiazolidinedionas (pioglitazona), inibidores de DPP-4, agonistas de GLP-1, inibidores de SGLT2 e insulina, cada uma com mecanismos e perfis de segurança distintos.
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