CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2019
Paciente présbita refere ter usado colírio que causou salivação, cólicas intestinais e melhora da visão para perto. Provavelmente, ele utilizou:
Pilocarpina → Miose + Acomodação (melhora perto) + Efeitos sistêmicos colinérgicos (salivação/cólica).
A pilocarpina é um agonista colinérgico que induz contração do músculo ciliar, aumentando a acomodação para perto, mas pode causar efeitos parassimpáticos sistêmicos por absorção mucosa.
A pilocarpina é um fármaco parassimpaticomimético clássico na oftalmologia. Embora seu uso no glaucoma tenha diminuído com o surgimento de novas classes como análogos de prostaglandinas, ela ainda é relevante no manejo da presbiopia e em certas formas de glaucoma de ângulo fechado. O conhecimento de sua farmacodinâmica é essencial para identificar intoxicações ou efeitos adversos sistêmicos em pacientes que utilizam a medicação topicamente.
Ela atua como um agonista muscarínico direto, promovendo a contração do músculo ciliar. Isso relaxa as fibras zonulares e permite que o cristalino se torne mais esférico, aumentando seu poder dióptrico para a visão de perto, processo conhecido como acomodação.
Devido à absorção pela mucosa nasal após drenagem pelo ducto lacrimonasal, pode causar sintomas parassimpaticomiméticos como salivação excessiva, sudorese, náuseas, vômitos e cólicas intestinais.
Ela estimula os receptores M3 no músculo esfíncter da íris, resultando em constrição pupilar (miose). Em pacientes présbitas, a miose também auxilia na visão de perto através do aumento da profundidade de foco (efeito pinhole).
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