Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
A pieloplastia pela técnica de Anderson-Hynes é atualmente utilizada no tratamento de:
Pieloplastia Anderson-Hynes → tratamento padrão-ouro estenose de junção ureteropiélica (JUP).
A pieloplastia pela técnica de Anderson-Hynes é o procedimento cirúrgico mais utilizado e considerado padrão-ouro para a correção da estenose de junção ureteropiélica (JUP). Essa técnica visa remover o segmento estenótico e restabelecer o fluxo urinário normal do rim para a bexiga, aliviando a hidronefrose.
A estenose de junção ureteropiélica (JUP) é a causa mais comum de hidronefrose obstrutiva no trato urinário superior, podendo ser congênita ou adquirida. Essa condição resulta em um estreitamento na transição entre a pelve renal e o ureter proximal, impedindo o fluxo urinário adequado e levando à dilatação do sistema coletor renal. A importância clínica reside no potencial de dano renal progressivo se não tratada. A pieloplastia pela técnica de Anderson-Hynes é o procedimento cirúrgico mais estabelecido e amplamente aceito como padrão-ouro para a correção da estenose de JUP. Desenvolvida em 1949, essa técnica visa remover o segmento ureteral estenótico e remodelar a pelve renal, criando uma anastomose ampla e sem tensão entre a pelve e o ureter. Pode ser realizada por via aberta, laparoscópica ou robótica, com altas taxas de sucesso. O tratamento da estenose de JUP é indicado quando há sintomas (dor, infecção), deterioração da função renal ou hidronefrose progressiva. A pieloplastia Anderson-Hynes restaura o fluxo urinário, alivia a obstrução e previne danos renais futuros. O prognóstico pós-operatório é geralmente excelente, com melhora significativa dos sintomas e preservação da função renal na maioria dos pacientes.
É uma obstrução no ponto de transição entre a pelve renal e o ureter, impedindo o fluxo normal de urina do rim para a bexiga, o que pode levar à dilatação do sistema coletor renal (hidronefrose).
A técnica envolve a ressecção do segmento ureteral estenótico ou obstruído e a anastomose da pelve renal diretamente ao ureter saudável, criando uma junção mais ampla e funcional para permitir o fluxo urinário adequado.
As principais indicações incluem hidronefrose sintomática, deterioração da função renal, infecções do trato urinário recorrentes associadas à obstrução da JUP e hidronefrose progressiva em exames de imagem.
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