HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2021
A estenose da junção uretero-piélica (JUP) é uma das causas mais frequentes de hidronefrose em crianças. A correção se faz com a pieloplastia desmembrada, que é a técnica mais utilizada, em que o segmento estreitado da JUP é removido, fazendo-se uma anastomose entre o ureter sadio e a pelve renal. Trata-se da técnica de:
Estenose JUP em crianças → Pieloplastia desmembrada = Técnica de Anderson-Hynes.
A pieloplastia desmembrada de Anderson-Hynes é a técnica cirúrgica padrão-ouro para correção da estenose de JUP em crianças, visando remover o segmento estenótico e restabelecer o fluxo urinário adequado.
A estenose da junção uretero-piélica (JUP) é a causa mais comum de hidronefrose obstrutiva em crianças, representando um desafio diagnóstico e terapêutico importante na urologia pediátrica. Sua detecção precoce, muitas vezes no período pré-natal, é crucial para preservar a função renal. A condição pode levar a dor, infecções do trato urinário e, se não tratada, a danos renais progressivos. A pieloplastia desmembrada de Anderson-Hynes é o procedimento cirúrgico padrão-ouro para corrigir a estenose de JUP. A técnica envolve a ressecção do segmento estenótico da JUP e a anastomose do ureter sadio à pelve renal, restaurando o fluxo urinário normal. Pode ser realizada por via aberta, laparoscópica ou robótica, com resultados semelhantes em termos de sucesso funcional. Para residentes, é fundamental compreender a indicação da cirurgia, a técnica cirúrgica e o manejo pós-operatório. A avaliação pré-operatória inclui exames de imagem como ultrassonografia, urografia excretora ou ressonância magnética, e cintilografia renal para avaliar a função renal diferencial. O prognóstico após a pieloplastia é geralmente excelente, com melhora significativa da hidronefrose e preservação da função renal.
Os sinais incluem hidronefrose detectada em ultrassonografia pré-natal ou pós-natal, dor abdominal ou no flanco, infecções urinárias recorrentes e, em casos graves, massa abdominal palpável.
É a técnica mais utilizada devido à sua alta taxa de sucesso (90-95%) na resolução da obstrução e melhora da hidronefrose, além de ser aplicável em diversas anatomias da JUP.
As complicações podem incluir vazamento de urina, infecção, estenose recorrente, formação de cálculos e, raramente, lesão de estruturas adjacentes.
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