PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Afonso, 58 anos, com histórico de trauma raquimedular prévio, portador de bexiga neurogênica e com múltiplos internamentos por infecção do trato urinário, é admitido em unidade de internamento com quadro de pielonefrite. Após 5 dias de tratamento com ciprofloxacino, não apresenta melhora e sua urocultura revela crescimento de Escherichia coli resistente às quinolonas e produtora de Betalactamase de espectro estendido. A terapêutica mais adequada para o caso apresentado é
Pielonefrite por E. coli ESBL → Amicacina ou Carbapenêmico.
Em pielonefrite por E. coli produtora de ESBL, com falha a quinolonas, a escolha terapêutica deve cobrir ESBL. Aminoglicosídeos como a amicacina são eficazes, assim como carbapenêmicos, sendo opções válidas para infecções urinárias complicadas.
Pielonefrite é uma infecção do trato urinário superior que afeta os rins, sendo mais grave que a cistite. Em pacientes com bexiga neurogênica e histórico de ITUs recorrentes, o risco de infecções complicadas e por patógenos resistentes, como Escherichia coli produtora de ESBL, é significativamente maior. O manejo adequado é crucial para evitar sepse e outras complicações. A presença de ESBL (Betalactamase de Espectro Estendido) confere resistência a uma ampla gama de antibióticos beta-lactâmicos, incluindo penicilinas e cefalosporinas de 1ª, 2ª e 3ª gerações. A falha terapêutica com quinolonas, como o ciprofloxacino, em um paciente com urocultura positiva para E. coli ESBL, indica a necessidade de um antibiótico com espectro de ação contra essas enzimas. Carbapenêmicos são geralmente a primeira escolha para infecções graves por ESBL. No entanto, aminoglicosídeos como a amicacina são uma alternativa eficaz, especialmente em infecções urinárias, devido à sua boa penetração no trato urinário e atividade contra ESBL. A escolha deve ser guiada pela sensibilidade do antibiograma e pelo perfil de toxicidade do paciente.
Fatores de risco incluem uso prévio de antibióticos, hospitalização recente, instrumentação urinária, bexiga neurogênica e infecções urinárias recorrentes.
As ESBLs (Betalactamases de Espectro Estendido) hidrolisam o anel beta-lactâmico de penicilinas e cefalosporinas de 1ª, 2ª e 3ª gerações, além de monobactâmicos, conferindo resistência.
A bexiga neurogênica causa estase urinária e disfunção miccional, aumentando o risco de infecções do trato urinário complicadas e recorrentes, favorecendo o desenvolvimento de resistência bacteriana.
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