FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Paciente de 21 anos, sexo feminino, é admitida em unidade de pronto atendimento de um hospital escola com queixa de dor em flanco esquerdo irradiando para vulva, em uso de ciprofloxacina por conta própria há 1 dia. Ao exame físico se encontra febril e com sinal de Giordano positivo a esquerda. Após analisar a ultrassonografia abaixo, podemos afirmar que a melhor conduta é:
Pielonefrite febril + Giordano + USG com hidronefrose/obstrução → desobstrução urgente (cateter duplo J ou nefrostomia).
A presença de febre, dor em flanco e hidronefrose na ultrassonografia em um paciente com suspeita de pielonefrite indica uma urosepse obstrutiva, que é uma emergência urológica. A desobstrução imediata do trato urinário é crucial para evitar complicações graves.
A pielonefrite aguda é uma infecção bacteriana do parênquima renal e do sistema coletor, que pode ser complicada pela presença de obstrução do trato urinário. Quando há febre e sinais de infecção sistêmica (urosepse) associados à obstrução (como um cálculo renal causando hidronefrose), a condição é considerada uma emergência urológica. No caso apresentado, a paciente tem dor em flanco irradiando para vulva (sugestivo de cólica renal), febre, sinal de Giordano positivo e uso prévio de antibiótico por conta própria (o que pode mascarar ou complicar o quadro). A ultrassonografia, que mostra hidronefrose, confirma a obstrução. A combinação de infecção e obstrução é grave, pois a urina estagnada acima da obstrução serve como meio de cultura para bactérias, aumentando o risco de sepse e dano renal irreversível. A conduta prioritária nesses casos é a desobstrução urgente do trato urinário para drenar a urina infectada e aliviar a pressão. Isso é feito geralmente pela passagem de um cateter duplo J por via cistoscópica ou por uma nefrostomia percutânea. Embora a antibioticoterapia seja fundamental (e deve ser iniciada após coleta de culturas), ela não será eficaz sem a desobstrução. A analgesia é importante, mas não resolve a causa. A tomografia pode ser útil para detalhar a obstrução, mas não deve atrasar a desobstrução em um paciente febril com hidronefrose.
Sinais de alerta incluem febre, dor em flanco, calafrios, náuseas/vômitos, e a presença de hidronefrose ou cálculo obstrutivo em exames de imagem. O sinal de Giordano positivo reforça a suspeita de envolvimento renal.
A paciente apresenta sinais de pielonefrite (febre, dor em flanco, Giordano positivo) com evidência de obstrução (hidronefrose na USG). Essa combinação caracteriza uma urosepse obstrutiva, uma emergência que exige desobstrução imediata do trato urinário para drenar a urina infectada e prevenir sepse grave e dano renal.
A tomografia computadorizada é o exame padrão-ouro para detalhar a causa e localização da obstrução, além de avaliar complicações como abscesso renal. No entanto, em um quadro de urosepse obstrutiva, a desobstrução é prioritária e não deve ser atrasada pela espera da TC, que pode ser feita após a estabilização do paciente.
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