UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Durante um plantão em um pronto-socorro chega uma paciente de 35 anos com quadro de cólica nefrética à direita associado à febre de 39ºC. Foi solicitada uma tomografia que evidenciou um cálculo 2 cm na pelve renal direita com hidronefrose à montante. O exame laboratorial apresentou uma leucocitose de 18.000 leucócitos com 8% de bastões. Indique o tratamento urológico correto após o primeiro atendimento.
Cálculo renal obstrutivo + febre = URGÊNCIA! Desobstrução imediata (cateter duplo J ou nefrostomia).
A presença de febre em um paciente com cólica nefrética e cálculo renal obstrutivo (com hidronefrose) indica pielonefrite obstrutiva, uma emergência urológica que pode evoluir rapidamente para urosepse e choque séptico. A conduta inicial prioritária é a desobstrução urgente do trato urinário, geralmente com cateter duplo J ou nefrostomia percutânea, seguida de antibioticoterapia.
A pielonefrite obstrutiva, caracterizada pela presença de um cálculo renal causando obstrução e infecção do trato urinário (evidenciada por febre, leucocitose e hidronefrose), é uma emergência urológica grave. A estase urinária e a infecção podem levar rapidamente à urosepse, com risco de disfunção orgânica e morte. O manejo inicial é crítico e difere do tratamento de cálculos não complicados. A prioridade absoluta é a desobstrução imediata do sistema coletor para permitir a drenagem da urina infectada e aliviar a pressão intrarrenal. Isso é tipicamente alcançado pela inserção de um cateter duplo J ou por nefrostomia percutânea. A antibioticoterapia de largo espectro deve ser iniciada prontamente. O tratamento definitivo do cálculo é postergado até que a infecção esteja controlada e o paciente estabilizado, enfatizando a importância de uma abordagem em duas etapas para garantir a segurança do paciente.
A febre em um paciente com cálculo renal obstrutivo indica que a urina acima da obstrução está infectada, configurando uma pielonefrite obstrutiva. Essa condição é uma emergência urológica porque a pressão no sistema coletor impede a drenagem da urina infectada, favorecendo a proliferação bacteriana e a translocação para a corrente sanguínea, podendo levar rapidamente à urosepse e choque séptico.
A conduta urológica inicial é a desobstrução urgente do trato urinário. Isso é feito geralmente pela passagem de um cateter duplo J por via ureteroscópica ou pela realização de uma nefrostomia percutânea. O objetivo é drenar a urina infectada e aliviar a pressão, controlando a infecção antes de qualquer tratamento definitivo do cálculo.
O tratamento definitivo do cálculo renal (como nefrolitotripsia percutânea, ureterorrenolitotripsia flexível ou litotripsia extracorpórea) deve ser postergado para um segundo momento, após a resolução da infecção e a estabilização do paciente. A prioridade é a desobstrução e o controle da sepse, e só então abordar o cálculo em um ambiente mais seguro.
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