HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Homem, 42 anos de idade, com queixa há 3 dias de dor em região lombar esquerda, em cólica de forte intensidade, associada a náuseas e vômitos. Nega antecedentes pessoais. Ao exame físico: regular estado geral, corado, desidratado: +/4+, eupneico. Pressão arterial: 120 x 70 mmHg; frequência cardíaca: 110 batimentos/minuto; temperatura axilar: 38,1ºC. Abdome flácido, indolor à palpação. Sinal de Giordano positivo à esquerda. Exames laboratoriais: Hb: 14,5 g/dL; Leucograma: 14.200 mil/mm3 ; Proteína C Reativa = 115 mg/L. Tomografia Computadorizada evidenciou cálculo de 1,3cm em ureter proximal esquerdo, com moderada dilatação à montante. Em relação ao caso, assinale a alternativa correta:
Cálculo ureteral + febre + leucocitose = pielonefrite obstrutiva → URGÊNCIA urológica com drenagem da via.
A presença de cálculo ureteral associado a febre, taquicardia, leucocitose e PCR elevada, com dilatação à montante, configura um quadro de pielonefrite obstrutiva, uma emergência urológica. A conduta prioritária é a drenagem da via urinária (cateter duplo J ou nefrostomia percutânea) para desobstruir e controlar a infecção.
A pielonefrite obstrutiva é uma condição grave e uma emergência urológica que ocorre quando há uma obstrução da via urinária (mais comumente por um cálculo) associada a uma infecção do trato urinário superior. A estase urinária acima da obstrução favorece a proliferação bacteriana e a ascensão da infecção, podendo levar rapidamente à urosepse e choque séptico. O diagnóstico é suspeitado em pacientes com cólica renal, febre, calafrios, taquicardia, leucocitose e elevação de marcadores inflamatórios. A confirmação é feita por exames de imagem, como a tomografia computadorizada, que evidencia o cálculo e a dilatação da via urinária (hidronefrose) à montante. O sinal de Giordano positivo reforça a suspeita de acometimento renal. O tratamento é uma urgência e consiste na drenagem imediata da via urinária para aliviar a obstrução e permitir o controle da infecção. Isso pode ser feito através da inserção de um cateter duplo J por via ureteroscópica ou por uma nefrostomia percutânea. A antibioticoterapia de amplo espectro deve ser iniciada prontamente, ajustada posteriormente conforme a urocultura. A remoção definitiva do cálculo pode ser postergada para um segundo momento, após a resolução do quadro infeccioso agudo.
O diagnóstico é feito pela tríade de obstrução urinária (geralmente por cálculo), infecção (febre, leucocitose) e evidência de dilatação da via urinária à montante da obstrução.
A drenagem é crucial para aliviar a pressão no sistema coletor, permitir o fluxo de urina infectada e controlar a urosepse, evitando danos renais e risco de vida.
Os métodos incluem a passagem de um cateter duplo J por via endoscópica (ureteroscopia) ou a realização de uma nefrostomia percutânea, que é a inserção de um cateter diretamente no rim através da pele.
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