IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
Um paciente dá entrada no pronto-socorro com história de febre e dor lombar. Após 3 dias de antibioticoterapia, a febre persiste, associada a queda do estado geral. Uma ultrassonografia evidencia a presença de hidronefrose leve e cálculo ureteral distal do lado esquerdo. Nesse caso, a conduta indicada deve ser:
Febre persistente com cálculo ureteral obstrutivo e hidronefrose = urgência urológica → desobstrução imediata (cateter duplo J ou nefrostomia).
A persistência da febre e a queda do estado geral em um paciente com cálculo ureteral obstrutivo e hidronefrose, mesmo após antibioticoterapia, indicam uma infecção urinária complicada (pielonefrite obstrutiva) e risco de sepse. A prioridade é a desobstrução imediata da via urinária para drenar a urina infectada, sendo o cateter duplo J a opção mais comum e menos invasiva no pronto-socorro.
A urolitíase é uma condição comum, mas pode se tornar uma emergência urológica quando associada a infecção e obstrução. A pielonefrite obstrutiva, caracterizada por febre, dor lombar e hidronefrose devido a um cálculo, é uma condição grave que pode rapidamente evoluir para sepse e disfunção orgânica múltipla, exigindo intervenção imediata. A fisiopatologia envolve a estase urinária causada pela obstrução do cálculo, que favorece a proliferação bacteriana e a ascensão da infecção para o rim. A pressão intrarrenal elevada devido à hidronefrose compromete a perfusão renal e a eficácia dos antibióticos. O diagnóstico é clínico (febre, dor) e radiológico (ultrassonografia ou tomografia evidenciando hidronefrose e cálculo). A conduta prioritária é a desobstrução da via urinária para drenar a urina infectada e aliviar a pressão. Isso é geralmente realizado através da colocação de um cateter duplo J por via ureteroscópica ou, em casos selecionados, por nefrostomia percutânea. A antibioticoterapia deve ser iniciada empiricamente e ajustada após cultura, mas não substitui a necessidade de drenagem em casos de infecção obstrutiva.
Sinais de complicação incluem febre, calafrios, dor lombar intensa persistente, queda do estado geral, leucocitose e evidência de hidronefrose em exames de imagem, indicando infecção obstrutiva (pielonefrite obstrutiva).
A desobstrução urinária é urgente para drenar a urina infectada que está sob pressão, prevenindo a progressão da infecção para sepse e choque séptico. A drenagem alivia a pressão e permite que os antibióticos atuem de forma mais eficaz.
As principais opções são a colocação de um cateter duplo J por via endoscópica (ureteroscopia) ou a realização de uma nefrostomia percutânea. A escolha depende da experiência do serviço e das condições clínicas do paciente.
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