IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Paciente de 24 anos, primigesta, 28 semanas de gestação. Esteve internada para tratamento de pielonefrite à direita, recebendo cefazolina EV por três dias. No 4º dia, após melhora clínica, recebeu alta em uso de cefalexina VO até completar sete dias de tratamento. Ao término do uso da medicação, qual seria a orientação mais adequada para a paciente?
Gestante com história de pielonefrite → profilaxia antibiótica contínua (ex: nitrofurantoína 100mg/dia) até o parto.
Gestantes com história de pielonefrite têm alto risco de recorrência de infecções urinárias, que podem levar a complicações maternas e fetais. A profilaxia antibiótica contínua, geralmente com nitrofurantoína 100 mg/dia, é a conduta mais adequada para prevenir novas infecções até o final da gestação.
A pielonefrite aguda é uma complicação grave da infecção do trato urinário (ITU) na gravidez, com incidência de 1-2%. As alterações fisiológicas da gestação, como a dilatação dos ureteres e a diminuição do tônus da bexiga, favorecem a estase urinária e o refluxo vesicoureteral, aumentando o risco de ascensão bacteriana e infecção renal. A pielonefrite na gestação está associada a um risco aumentado de parto prematuro, baixo peso ao nascer, anemia e sepse materna. O tratamento da pielonefrite na gestação geralmente envolve internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa, seguida por um curso de antibióticos orais. Após o tratamento de um episódio de pielonefrite, o risco de recorrência é significativo. Por essa razão, a profilaxia antibiótica contínua é recomendada para gestantes com história de pielonefrite, estendendo-se até o final da gestação. A nitrofurantoína, em dose de 100 mg/dia, é uma das opções mais comuns e seguras para a profilaxia de ITU em gestantes, embora deva ser evitada no terceiro trimestre em pacientes com deficiência de G6PD. Outras opções incluem cefalexina. A urocultura de controle deve ser realizada periodicamente para monitorar a eficácia da profilaxia e identificar possíveis resistências, garantindo a saúde da mãe e do feto.
A pielonefrite na gravidez pode levar a complicações sérias como sepse materna, trabalho de parto prematuro, baixo peso ao nascer e síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido, devido a alterações fisiológicas que favorecem a estase urinária e o refluxo.
Antibióticos seguros para profilaxia urinária na gestação incluem nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre em casos de deficiência de G6PD), cefalexina e amoxicilina. A escolha depende da sensibilidade e do trimestre de gestação.
Bacteriúria assintomática é a presença de bactérias na urina sem sintomas, e deve ser tratada na gestação. Infecção urinária sintomática (cistite ou pielonefrite) apresenta sintomas como disúria, polaciúria ou febre e dor lombar, exigindo tratamento imediato.
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