INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma paciente primigesta de 25 anos, com 30 semanas de idade gestacional, comparece para a consulta de pré-natal de rotina na unidade básica de saúde apresentando febre, lombalgia e queda do estado geral. Nega sinais e sintomas de infecção de vias aéreas superiores e possui diagnóstico prévio de litíase renal. Ao exame físico, apresenta regular estado geral, acianótica, anictérica, corada e hidratada. Temperatura axilar de 38,5 °C, frequência cardíaca de 98 batimentos por minuto, frequência respiratória de 20 incursões respiratórias por minuto, pressão arterial de 120 × 80 mmHg, abdome gravídico, tônus uterino normal e ausência de contrações. Altura uterina de 29 cm, frequência cardíaca fetal de 158 batimentos por minuto e ausência de edemas em membros inferiores. Diante desses achados na paciente, a conduta médica adequada é
Gestante 30 sem, febre + lombalgia + queda estado geral + litíase renal prévia → Pielonefrite → Urgência PS obstétrico.
Uma gestante com febre, lombalgia e queda do estado geral, especialmente com histórico de litíase renal, apresenta um quadro clínico sugestivo de pielonefrite. Esta condição é uma emergência obstétrica que requer avaliação e tratamento urgentes em ambiente hospitalar, devido aos riscos maternos e fetais.
A pielonefrite aguda é a complicação infecciosa mais comum e grave do trato urinário durante a gestação, afetando cerca de 1 a 2% das gestantes. É mais frequente no segundo e terceiro trimestres, devido às alterações hormonais e mecânicas que causam dilatação do sistema coletor e estase urinária, facilitando a ascensão bacteriana. A presença de litíase renal prévia aumenta o risco. O quadro clínico típico inclui febre alta, calafrios, dor lombar (geralmente unilateral), náuseas, vômitos e prostração. Ao exame físico, pode-se encontrar dor à punho-percussão lombar. A diferenciação com outras causas de dor abdominal ou febre na gestação é crucial, mas a combinação de febre e lombalgia deve levantar forte suspeita. Diante da suspeita de pielonefrite em gestante, a conduta médica adequada é a referência imediata para um pronto-socorro obstétrico para internação. O tratamento envolve antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro (ex: cefalosporinas de terceira geração), hidratação venosa e monitoramento materno-fetal rigoroso. O manejo ambulatorial é contraindicado devido ao alto risco de complicações maternas (sepse, insuficiência respiratória) e fetais (trabalho de parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino).
Os principais sintomas incluem febre alta, calafrios, dor lombar (geralmente unilateral), náuseas, vômitos e disúria. A queda do estado geral é um sinal de gravidade.
A pielonefrite é mais grave na gravidez devido às alterações fisiológicas do trato urinário (dilatação ureteral, estase urinária) que favorecem a ascensão bacteriana, e aos riscos de complicações maternas (sepse, anemia) e fetais (trabalho de parto prematuro, restrição de crescimento).
A conduta inicial é a internação hospitalar imediata, coleta de urocultura e hemocultura, e início de antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais comuns, como E. coli.
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