Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Mulher de 30 anos, na 11ª semana de gestação, comparece à triagem obstétrica, queixando-se de calafrios, febre, cafaléia, náuseas e vômitos, disúria, hematúria e dor lombar esquerda há 24h. Ao exame constata-se desidratação, taquicardia, Sinal de Giordano positivo à esquerda e febre de 39,5ºC. O obstetra decidiu por internar a paciente e hidratar e começar antibioticoterapia venosa após coletar leucograma e urocultura. Entre as alternativas abaixo, qual a melhor opção terapêutica para o caso?
Pielonefrite em gestante → internar, hidratar, ATB IV (Ceftriaxona) após urocultura.
Pielonefrite aguda em gestantes é uma condição grave que requer internação e antibioticoterapia intravenosa imediata. A Ceftriaxona é a escolha preferencial devido à sua eficácia, amplo espectro e perfil de segurança na gravidez, cobrindo os patógenos mais comuns.
A pielonefrite aguda é a infecção do trato urinário (ITU) mais grave que pode ocorrer durante a gravidez, afetando cerca de 1-2% das gestantes. É uma condição que exige atenção imediata devido aos riscos maternos (sepse, insuficiência respiratória) e fetais (parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino). A apresentação clínica típica inclui febre, calafrios, dor lombar, disúria e sintomas gastrointestinais. O diagnóstico é clínico, confirmado por urocultura. O manejo padrão envolve internação hospitalar, hidratação venosa e antibioticoterapia empírica intravenosa. A escolha do antibiótico é crucial, devendo ser eficaz contra os patógenos mais comuns (principalmente E. coli) e seguro para a gestação. As cefalosporinas de terceira geração, como a Ceftriaxona, são amplamente recomendadas devido à sua eficácia e perfil de segurança (categoria B de risco na gravidez). Outras opções seguras incluem ampicilina/sulbactam ou aztreonam para pacientes alérgicas à penicilina. Fluoroquinolonas e aminoglicosídeos são geralmente contraindicados na gravidez. Após a melhora clínica e afebrilidade por 24-48 horas, o tratamento pode ser convertido para via oral, completando um curso total de 10-14 dias. A profilaxia antibiótica contínua pode ser considerada para prevenir recorrências.
O tratamento inicial para pielonefrite em gestantes inclui internação hospitalar, hidratação venosa vigorosa e antibioticoterapia intravenosa empírica após a coleta de urocultura, sendo a Ceftriaxona uma das melhores opções.
A Ceftriaxona é uma cefalosporina de terceira geração com amplo espectro de ação contra os principais patógenos causadores de ITU, excelente penetração tecidual e um perfil de segurança bem estabelecido na gravidez (categoria B), tornando-a uma escolha ideal.
Antibióticos como fluoroquinolonas (Ciprofloxacino, Levofloxacino) são contraindicados devido ao risco de artropatia fetal, e aminoglicosídeos (Gentamicina) devem ser evitados ou usados com extrema cautela devido ao risco de ototoxicidade e nefrotoxicidade fetal.
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