PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
Gestante, secundigesta, idade gestacional de 26 semanas, feto único, vivo e apresentação pélvica; busca atendimento em maternidade porque tem quadro de polaciúria, disúria, incontinência urinária, urina ‘escura’ e malcheirosa. Juntamente, apresenta febre de 38,1º C e Giordano positivo à esquerda. Ao exame obstétrico não se observa nenhuma alteração relevante, sendo altura uterina compatível com idade gestacional, batimentos cardíacos fetais rítmicos e ausência de dinâmica uterina. O colo uterino está fechado. Assinale a alternativa CORRETA entre as abaixo relacionadas:
Gestante com febre + Giordano positivo + sintomas urinários = Pielonefrite Aguda → Internação e ATB venoso.
Pielonefrite aguda em gestantes é uma condição grave que exige internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa imediata. O risco de complicações maternas e fetais é alto, incluindo sepse, trabalho de parto prematuro e baixo peso ao nascer.
A pielonefrite aguda é a complicação infecciosa mais comum e grave na gravidez, afetando cerca de 1-2% das gestantes. A dilatação do trato urinário superior, a diminuição do tônus ureteral e a compressão uterina contribuem para a estase urinária, aumentando o risco de infecção ascendente. A importância clínica reside no risco significativo de morbidade materna e fetal. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de febre (>38°C), calafrios, dor lombar (Giordano positivo) e sintomas urinários. A urocultura é essencial para identificar o agente etiológico (mais frequentemente E. coli) e guiar a terapia antibiótica. A suspeita de pielonefrite em gestantes exige uma abordagem imediata e agressiva. A conduta padrão é a internação hospitalar para monitoramento materno-fetal e início de antibioticoterapia intravenosa empírica. Após a melhora clínica e afebrilidade por 24-48 horas, pode-se realizar a transição para antibióticos orais para completar um curso de 10-14 dias. É fundamental realizar uroculturas de controle e, em alguns casos, profilaxia antibiótica até o parto para prevenir recorrências.
Os sinais e sintomas incluem febre, calafrios, dor lombar (Giordano positivo), náuseas, vômitos, disúria, polaciúria e urgência urinária. A presença de febre e dor lombar diferencia a pielonefrite de uma cistite simples.
A pielonefrite na gravidez é considerada uma emergência médica devido ao alto risco de complicações como sepse materna, trabalho de parto prematuro, restrição de crescimento fetal e anemia materna. A internação permite monitoramento rigoroso e a antibioticoterapia venosa garante níveis séricos adequados rapidamente.
As opções de primeira linha incluem cefalosporinas de segunda ou terceira geração (como ceftriaxona ou cefazolina), ampicilina-sulbactam ou aztreonam (em caso de alergia à penicilina). É crucial iniciar o tratamento empírico e ajustá-lo após o resultado da urocultura e antibiograma.
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