Pielonefrite na Gestação: Diagnóstico e Manejo Urgente

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020

Enunciado

Primigesta, 28 semanas de idade gestacional, queixa-se de dor lombar há 3 dias, associada à polaciúria. Refere também calafrios, náuseas e vômitos há 12 horas. Ao exame físico: temperatura axilar =39, 1oC, dinâmica uterina ausente em 10 minutos; BCF =136 batimentos por minuto; toque vaginal: colo fechado, grosso e posterior; sinal de Giordano positivo à direita. Com base no caso clínico descrito, a principal hipótese diagnóstica e a conduta mais adequada são;

Alternativas

  1. A)  pielonefrite, prescrever nitrofurantoína via oral ambulatorialmente.
  2. B)  nefrolitíase, solicitar avaliação do urologista.
  3. C)  pielonefrite, internar e prescrever ceftriaxona endovenosa.
  4. D)  cistite, internar e prescrever ceftriaxona.
  5. E)  cistite, prescrever nitrofurantoína via oral ambulatorialmente.

Pérola Clínica

Gestante com febre, dor lombar, Giordano + → Pielonefrite → Internar + Ceftriaxona EV.

Resumo-Chave

Pielonefrite na gestação é uma condição grave que exige internação e antibioticoterapia parenteral, devido ao risco de complicações maternas (sepse, trabalho de parto prematuro) e fetais. A ceftriaxona é uma boa escolha empírica.

Contexto Educacional

A infecção do trato urinário (ITU) é comum na gestação, e a pielonefrite aguda representa a forma mais grave, sendo uma das principais causas de internação não obstétrica em gestantes. Sua importância reside nos riscos significativos para a mãe e o feto, incluindo sepse materna, trabalho de parto prematuro, baixo peso ao nascer e restrição de crescimento intrauterino. O diagnóstico de pielonefrite na gestação é clínico, baseado na tríade de febre, dor lombar e sintomas urinários, frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos e calafrios. O sinal de Giordano positivo é um achado importante. A urocultura é essencial para identificar o agente etiológico e guiar o tratamento, mas a terapia empírica deve ser iniciada imediatamente. A conduta para pielonefrite gestacional é sempre a internação hospitalar para monitoramento materno-fetal e antibioticoterapia parenteral. A ceftriaxona é uma excelente escolha empírica devido ao seu amplo espectro, boa penetração renal e segurança na gestação. Outras opções incluem cefepime ou ampicilina/sulbactam. O tratamento ambulatorial com nitrofurantoína é inadequado para pielonefrite, sendo reservado para cistite não complicada.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos de pielonefrite em gestantes?

Os sinais e sintomas clássicos incluem febre alta, calafrios, dor lombar (geralmente unilateral), náuseas, vômitos e sintomas urinários baixos como disúria e polaciúria. O sinal de Giordano positivo é comum.

Por que a pielonefrite na gestação requer internação hospitalar?

A pielonefrite na gestação requer internação devido ao alto risco de complicações maternas (sepse, choque séptico, anemia, insuficiência respiratória aguda) e fetais (trabalho de parto prematuro, restrição de crescimento, óbito fetal).

Qual o tratamento antibiótico empírico inicial para pielonefrite gestacional?

O tratamento antibiótico empírico inicial para pielonefrite gestacional geralmente envolve antibióticos parenterais de amplo espectro, como ceftriaxona, cefepime ou ampicilina/sulbactam, até que a cultura de urina e o antibiograma estejam disponíveis.

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