HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Pielonefrite enfisematosa será encontrada com maior probabilidade em paciente portador de
Pielonefrite enfisematosa é uma infecção grave do rim com gás, fortemente associada a Diabetes Mellitus.
A pielonefrite enfisematosa é uma infecção necrotizante grave do parênquima renal e/ou tecidos perirrenais, caracterizada pela presença de gás. O diabetes mellitus é o principal fator de risco, presente em 70-90% dos casos, devido à glicosúria e à imunossupressão que favorecem o crescimento de bactérias produtoras de gás.
A pielonefrite enfisematosa é uma infecção necrotizante rara, mas grave, do parênquima renal e/ou tecidos perirrenais, caracterizada pela formação de gás. É uma emergência urológica com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. A compreensão de seus fatores de risco é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado, especialmente para residentes que atuam em pronto-socorro e terapia intensiva. O fator de risco mais significativo para a pielonefrite enfisematosa é o diabetes mellitus, presente em 70% a 90% dos pacientes. A hiperglicemia e a glicosúria fornecem um ambiente rico em substrato para o crescimento de bactérias produtoras de gás, como Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis. Além disso, a disfunção imune associada ao diabetes e a microangiopatia contribuem para a vulnerabilidade renal. Outros fatores de risco incluem uropatia obstrutiva (cálculos, estenoses) e imunossupressão de outras etiologias. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada (TC) o padrão-ouro para identificar a presença de gás. O tratamento envolve uma abordagem agressiva com antibioticoterapia de amplo espectro, controle rigoroso da glicemia e, frequentemente, intervenção cirúrgica ou percutânea para drenagem do gás e/ou nefrectomia, dependendo da extensão da doença e da resposta ao tratamento inicial. A rápida identificação em pacientes diabéticos com infecção urinária grave é vital.
O principal fator de risco é o diabetes mellitus mal controlado, presente na maioria dos casos. Outros fatores incluem uropatia obstrutiva, imunossupressão e disfunção renal preexistente.
O diabetes mellitus favorece a pielonefrite enfisematosa devido à glicosúria (que serve de substrato para bactérias produtoras de gás), à microangiopatia e à imunossupressão, que comprometem a resposta imune local.
A tomografia computadorizada é o exame de escolha, revelando a presença de gás no parênquima renal, no sistema coletor ou nos tecidos perirrenais, além de sinais de inflamação e necrose.
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