HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Pielonefrite enfisematosa será encontrada com maior probabilidade em paciente portador de
Pielonefrite enfisematosa = infecção renal grave com gás, fortemente associada a diabetes mellitus.
A pielonefrite enfisematosa é uma infecção necrosante grave do rim, caracterizada pela presença de gás no parênquima renal, sistema coletor ou tecidos perirrenais. O diabetes mellitus é o principal fator de risco, presente em mais de 90% dos casos, devido à glicosúria, imunossupressão e neuropatia autonômica que favorecem o crescimento bacteriano e a formação de gás.
A pielonefrite enfisematosa é uma forma rara e grave de infecção do trato urinário superior, caracterizada pela produção de gás dentro do parênquima renal, sistema coletor ou tecidos perirrenais. Esta condição é considerada uma emergência urológica devido à sua alta morbidade e mortalidade, exigindo reconhecimento e tratamento imediatos. Sua epidemiologia é marcadamente associada a pacientes com diabetes mellitus, que representam a vasta maioria dos casos. A fisiopatologia da pielonefrite enfisematosa em diabéticos é multifatorial. A glicosúria fornece um substrato rico para bactérias produtoras de gás (como Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae), enquanto a imunossupressão e a microangiopatia diabética comprometem a resposta imune local e a perfusão renal. A neuropatia autonômica pode levar à disfunção vesical e estase urinária, favorecendo a infecção. O diagnóstico é primariamente radiológico, com a tomografia computadorizada sendo o método de escolha para detectar a presença e extensão do gás. O tratamento da pielonefrite enfisematosa é agressivo e combina antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro com controle glicêmico rigoroso. A intervenção urológica, como a drenagem percutânea do gás e do pus ou, em casos mais graves, a nefrectomia, é frequentemente necessária para salvar a vida do paciente. Para residentes, é crucial estar atento a esta complicação em pacientes diabéticos com infecção urinária febril, pois o atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a desfechos fatais.
O principal fator de risco para pielonefrite enfisematosa é o diabetes mellitus descompensado, presente em mais de 90% dos casos. Outros fatores incluem obstrução do trato urinário e imunossupressão.
O diagnóstico é feito por exames de imagem, principalmente tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve, que demonstra a presença de gás no parênquima renal, sistema coletor ou tecidos perirrenais. A ultrassonografia pode ser útil, mas a TC é mais sensível.
O tratamento envolve antibioticoterapia de amplo espectro, controle rigoroso da glicemia e, frequentemente, intervenção urológica para drenagem do gás e/ou pus (nefrostomia percutânea) ou nefrectomia em casos graves e refratários. É uma emergência urológica.
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